Entrar Via

Uma Mulher para o Sheik romance Capítulo 11

Hassan desembarcou em Nova York com um sorriso frio no rosto. Ele não estava seguro em deixar Yoon Hee sozinha com Mahir, mas não podia adiar a sua viagem. Cumprimentou as pessoas que o esperava e andou em direção ao carro, o qual o esperava na área de pouso de seu jatinho. Entrou em silencio e não demorou em estar de frente para o seu apartamento. Ele possuía um apartamento nas cidades que costumava ir com freqüência, em Nova York ficava o seu predileto, ele era de frente para o central Park, possuía uma varanda, ótima vedação acústica, e três quartos espaçosos. Tirou o seu paletó, a gravata, foi ate o bar e bebeu um copo de uísque enquanto admirava a vista. Ficou assim durante alguns minutos ate o seu celular tocar, ele atendeu ao ver quem era.

–Diga Jihad, sim. Estarei logo ai. Adeus – falou desligando. Suspirou enquanto colocava o copo vazio em cima da pequena mesa, que ficava na varanda, voltou para dentro do apartamento, foi ate o quarto, tomou um banho rápido e não demorou em sair. Ele estava decidido a resolver tudo o mais rápido possível.

–Ei, isso não é justo – Yoon Hee gritou divertida ao ver que Mahir havia roubado no jogo de pôquer. Desde que Hassan havia viajado, os dois se aproximaram. Mahir fazia Yoon Hee sorrir e esquecer-se de tudo que estava passando, enquanto ele a achava divertida – Você me disse que falaria sobre a sua família.

–Sim? – a olhou sorrindo – o que quer saber?

–Quantos irmãos tens?

–Bem – parou para pensar um pouco – Cinco, comigo e Hassan são sete. Tenho três irmãs, sendo que duas estão casadas e a outra ainda mora com papai. Um mais novo que eu, apenas um ano e o outro é uma criança ainda.

–Hum. Sua família é bem grande.

–Papai gosta de... Se divertir – falou sorrindo.

–Vejamos... Porque mora com Hassan?

–Eu e papai não nos damos muito bem. Sou muito temperamental, enquanto o sheik Hashib, o meu pai, gosta de controlar. Pensando bem, não imagino como ele e Hassan se dão bem – sorriu – nunca vi duas pessoas tão controladoras.

Yoon Hee sorriu e olhou divertida para o homem a sua frente. A cada minuto que passava ela sentia-se mais alegre ao lado dele.

–E você Yoon Hee, tem irmão?

–Não. Apenas uma irmã. Morava com minha mãe e minha irmã em Seul, antes de vir para cá.

–Deve sentir a falta delas, não é?

–Um pouco – confessou.

–Acho que Hassan vai para Seul mês que vem – apoiou a cabeça sobre a mão e a encarou sorrindo – você poderia ir com ele. Apenas peça com jeito que tenho certeza que ele irá te levar.

–Isso seria ótimo.

–Só não diga que eu dei a idéia.

–Não direi.

–Ótimo – olhou para as cartas – que tal continuarmos a partida? Parece que estou com sorte hoje.

–Você está roubando. Isso sim.

–Não estou roubando, apenas... Facilitando as coisas para mim.

Hassan deu a volta no sofá, parou em frente à Yoon Hee, segurou em seu braço e a puxou. A tirou da sala sobre seus protestos e a levou para o quarto dela.

–O que pensa que está fazendo? – gritou em coreano – me largue seu bruto. – Ao vê-lo abrir a porta do quarto dela, empalideceu. – Não deveria esperar a noite para isso? Quero dizer, seu irmão está acordado e pode escutar algo e...

–A opinião dele é tão importante assim? – perguntou com um sorriso no rosto ao colocá-la para dentro – não sabia que em, apenas, dois dias vocês se tornariam tão próximos um do outro, só espero que essa proximidade não tenha ido longe demais.

–O que insinua?

–Nada, ainda.

–Me insulta, me trata como uma criminosa e agora o que quer? Me levar para cama? O que pensa que vai conseguir mostrar com isso? – disse séria, o encarando.

–Seu problema é que sonha demais. Acha que vive em um drama, já disse para parar de pensar assim – dizendo isso deu a volta e saiu do quarto, a deixando sozinha. Yoon Hee virou-se e se deparou com a sua cama, repleta de presentes. Caminhou ate eles, incerta. Abriu um por um e viu serem roupas, jóias, mas o que mais lhe chamou a atenção foi um globo de neve. Dentro dele havia uma miniatura de um templo, balançou e viu, o que parecia, pequenas pétalas de hibisco-da-síria, a flor oficial da Coréia do Sul, caírem sobre o templo. Ao ver aquilo, lagrimas vieram aos seus olhos e sentiu-se culpada pelo o que havia dito a ele. Segurou o globo e foi ate o quarto dele. Abriu a porta de comunicação, pela primeira vez, e sorriu ao vê-lo de costas, caminhou em silencio, mas percebeu que ele estava ao telefone, falando em inglês.

–Eu sei disso Lana, não precisa falar. Também sinto a sua falta. Não precisa falar assim, sabe que desse jeito sou capaz de deixar tudo para trás e ir atrás de você – sorriu – daqui a duas semanas iremos nos ver. Não se preocupe.

Yoon Hee ficou estática ao escutar a conversa. Seu corpo não a obedecia mais, a única coisa que fez, foi chorar. Ela sentiu lagrimas descendo pela sua face, sem conseguir controlá-las. Apertou o globo contra o seu corpo e olhou para o homem a sua frente, desejou ter forças para jogar o objeto em sua mão nele, mas não conseguiu. Virou-se, e saiu correndo do quarto, deixou a porta de comunicação aperta, foi para o seu quarto, abriu a porta e correu, esbarrou-se em Mahir no corredor. Olhou para ele com os olhos vermelhos.

–Por favor, me abrace – disse jogando-se nos braços dele – apenas me abrace. – falou em prantos.

Mahir não sabia o que fazer. A abraçou, a envolvendo com o seu corpo quente, e esperou que o pranto dela se acalmasse. Ele sentiu algo diferente ao tê-la em seus braços. Apertou-a contra si, colocando a sua cabeça em seu ombro. Naquele instante ele sentia que queria a proteger, enquanto Yoon Hee sentia-se protegia pelo abraço acolhedor dele. Ficaram daquela forma por longos minutos. Por aquele mesmo corredor passava Kalima, que viu a cena com curiosidade. Ao ver os dois abraçados, ela sentiu que algo estava prestes a acontecer com aquela família. Virou-se sem olhar para trás e voltou pelo caminho que havia feito.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Mulher para o Sheik