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Uma Mulher para o Sheik romance Capítulo 20

O filho mais novo do Sheik Hashib, Hakim, possuía quinze anos. Era alto para a sua idade e já demonstrava a sua beleza. Possuía cabelos pretos, olhos igualmente pretos, mas com brilho encantador. Ele estava andando pela cidade de forma despreocupada quando viu um carro preto atrás de si. Teve a impressão de estar seguido. Pegou o seu celular, discou um numero, entrou na primeira loja que viu e observou o carro parar. Dois homens saíram de dentro dele e entraram na mesma loja. Hakim ficou estático, sem saber o que deveria fazer. Olhou ao seu redor e entrou no provador de roupas. Sabia que se estava sendo seguido em poucos minutos os homens o encontrariam. Prendeu a respiração ao ver um par de sapatos pretos parado em frente a cabine em que estava. Não demorou muito para abrirem a porta. Hakim viu o rosto do homem e o encarou, achando-o familiar.

–É melhor vir conosco, alteza – o homem disse em árabe.

–Não sei quem és, mas como ousa falar assim comigo? – Hakim disse tentando ganhar tempo. – Quem é você?

–Posso dizer que sou seu pesadelo. Alteza – disse sorrindo. Segurou no braço de Hakim e o levou para fora, ao escutar os protestos do menino, mostrou-lhe a arma que carregava em sua cintura – é melhor ficar quieto se pretende chegar vivo aos dezesseis anos.

Hakim ficou imóvel ao escutar aquilo. Sentiu que não poderia fugir quando viu seus seguranças em sua frente. Suspirou aliviado, olhou para o seu seqüestrador e viu o olhar de fúria dele.

–Então a alteza aqui chamou reforçou hein – disse sarcástico – mas graças a isso, tudo irá ficar mais divertido – disse mostrando a arma. Todos na loja gritaram assustados, deitando-se no chão enquanto Hakim ficará pálido.

–Solte-o – um dos seguranças de Hakim o alertou, enquanto segurava uma arma entre as suas mãos.

–Se eu o soltar serei morto – sorriu – acha que sou idiota? Saia da frente.

–Não.

–Se não sair, terei que atirar nesse garotinho – disse colocando a arma na têmpora de Hakim.

–Pode ir – o segurança disse após pensar um pouco. Viu o homem misterioso passar por ele com um sorriso vitorioso no rosto, enquanto Hakim permanecia pálido, com o medo transparecendo pelo seu semblante. O segurança ao ver o homem no meio da rua, afastando a arma de Hakim, fez um sinal, quase que imperceptível para um homem do outro lado da rua. Não demorou para escutar um barulho de tiro. O segurança caminhou para o local onde haviam dois corpos no chão. Sorriu ao ver Hakim a salvo, ofereceu a mão a ele, e levantou-o – O senhor está bem?

–Estou, obrigado, mas quem é ele? – perguntou referindo-se ao homem caído – ele está morto?

–Provavelmente não – disse ao olhar para o ferimento no ombro – é melhor sairmos daqui. – Levou Hakim para o carro e olhou para trás e sorriu ao ver o homem ser preso. Logo saberiam quem ele era.

Uma hora depois em seu escritório, no centro de Abu-Dhabi, Hassan desligou o telefone, cerrou o seu punho e golpeou a mesa. Olhou para a porta e sentiu vontade de esmurrar a primeira pessoa que adentrasse aquela porta. Ele não conseguia acreditar que seu irmão quase havia sido seqüestrado, e o pior embaixo de seu nariz. Escutou uma batida na porta, respirou antes de m****r a pessoa entrar.

–As noticias não são muito agradáveis senhor – o secretario Jihad disse encarando-o.

–Pode falar – sentou-se em sua cadeira enquanto o encarava, sério.

–Para começar o homem que atacou o seu irmão se matou. Ninguém sabe como ele teria um veneno tão poderoso com ele, mas assim que o deixaram na sala de interrogação, ele pegou um pó, colocou em sua boca e em poucos minutos debatia-se em convulsões. Não foi possível salvá-lo. Estamos na estaca zero. Sobre os investimentos italianos, conseguimos autorização e muito patrocinadores, mas encontramos resistência dos parlamentares.

–Como deixaram o homem sozinho sem ao menos revistá-lo? – disse furioso.

–Eu... Não tive culpa senhor. Não estava lá – falou tentando defender-se.

–Eu sei Jihad, estou apenas...

–Preocupado?

–Sim. Não sei o motivo de terem feito isso e não sei se irão querer atacar novamente.

–Entendo senhor, mas devemos nos preocupar com a segurança da vossa alteza e do vosso pai?

–Sim, falando nisso convoque seguranças para Yoon Hee, e para meu pai. Ele vive dizendo que sabe se defender – fez um careta e sorriu – faça com que ele não saiba.

–Sim senhor.

–Agora vamos discutir sobre os novos investimentos – falou tentando se concentrar no que Jihad falava, mas o seu pensamento estava voltado para o que acontecia a sua família. Sem perceber seu pensamento foi direcionado a Yoon Hee, lembrando-se que ela devia estar na universidade àquela hora. Olhou para o seu relógio – Jihad vá mais tarde ate a minha casa para discutirmos isso. – falou levantando-se da mesa – não voltarei para o escritório hoje. Tenho uma coisa fazer – saiu de sua sala, e caminhou ate o elevador, sendo cumprimentado por todos por onde passava, apertou o botão do estacionamento e logo estava dentro de seu BMW preto. Ligou o carro e foi em direção a ADU.

***

Yoon Hee acordou atrasada, vestiu-se rapidamente e saiu de casa sem tomar café. Chegou à ADU a tempo, olhou para o papel em sua mão e fez uma careta ao ver o numero de sua sala em árabe.

–Droga, porque não li isso antes? – se perguntava ao caminhar pela universidade. Estava tão distraída que se esbarrou em alguém, virou-se para pedir desculpas, mas encarou a pessoa em sua frente com um sorriso no rosto – é coreana? – perguntou em coreano.

–Sou – respondeu uma mulher sorrindo – é nova por aqui? Não lembro de ter lhe visto.

–Sim, é meu primeiro dia. Estou tão aliviada – falou sorrindo – esqueci de ler o papel antes e todas as salas estão em árabe. Como faço para encontrá-las?

–Deixe-me ver as suas salas – a mulher pegou o papel e sorriu para ela – parece que hoje é o seu dia de sorte. Me chamo Young Lee, seremos companheiras de sala.

–Isso é ótimo. – sorriu. Caminharam juntas pelo corredor, entrando na sala de sua primeira aula. Sentaram-se juntas. Yoon Hee não percebeu o dia passar, na saída despediu-se de Young Lee, recusando a carona dela, alegando morar perto quando olhou para o portão da entrada e viu o carro de Hassan, estacionado. Ela parou assustada. Não quero que comecem a me tratar de forma estranha por aqui, como se eu fosse alguém especial, pensou ao olhar ao redor. Suspirou aliviada ao não vê-lo. Já estava indo na direção contraria ao carro dele quando o viu parado, em sua frente, a poucos metros dela, a encarando.

–Aquele dali não é o Príncipe e Sheik Hassan? – Young Lee perguntou ao encará-lo. – ele está olhando para cá. Você o conhece?

–Não disse que era criminosa, apenas para deixá-lo fazer o seu trabalho – subiu as escadas e caminhou em direção ao seu quarto.

–Não vou aceitar isso. É ultrajante – falou ao entrar no quarto dele. – Isso é apenas para eu não me encontrar com Mahir? Saiba que continuarei me encontrando mesmo que coloque mil seguranças atrás de mim. Sempre farei as coisas que eu quiser.

–O meu irmão, Hakim, sofreu um atentado hoje. Ele quase foi seqüestrado – disse por fim, a encarando – não sei se o alvo era unicamente ele, mas se não, for todos da família correm perigo. Incluindo você. Então me escute desta vez.

–Meu Deus – disse assustada – ele esta bem? Não está ferido?

–Não, os seus seguranças chegaram a tempo e conseguiram neutralizar o seqüestrador.

–Mas, alguém sabe quem é ele?

–Não. Ele se matou ao chegar à delegacia.

–Se matou?

–Sim, isso torna as coisas mais especulativas. Talvez seja a mesma pessoa que está querendo dar um golpe de estado.

–Então prendam a pessoa.

–Não podemos. Não sabemos quem está por trás disso – disse cansado, sentando-se na poltrona mais próxima – apenas me obedeça desta vez, pelo menos ate descobrirmos quem está por trás disso tudo. Não quero te ver em alguma situação perigosa.

Yoon Hee não disse nada, apenas caminhou ate ele e acariciou os seus cabelos. Hassan fechou os olhos para aumentar a sensação de bem estar. Segurou em seu braço e a puxou, colocando-a sentada em seu colo.

–Só quero ficar assim um pouco – disse colocando a cabeça sobre seu colo.

Yoon Hee suspirou, passou a mão pelos cabelos, sedosos, dele enquanto o braço dele encontrava-se ao redor de sua cintura. Neste momento ela viu o que ninguém parecia perceber. Príncipe Hassan também era ser humano e precisava de carinho desinteressado, de vez em quando.

–Vai ficar tudo bem, estou aqui com você – ela disse carinhosa.

Mahir soube o que havia acontecido com Hakim, estava indo ao quarto de Hassan para falar com ele, quando viu a porta entre aberta, escutou a voz de Yoon Hee e olhou pela fresta da porta. Sentiu uma pequena dor em seu coração ao ver a cena, mas tentou sorrir. Yoon Hee estava sentado no colo de Hassan, acariciando-o.

– Foi melhor ela não ter lembrado do beijo, mas... Será que não seria melhor que eu também esquecesse? Não posso ficar me machucando desta forma. Só não consigo parar de pensar nela. Parece um ciclo vicioso, mas – sorriu amargurado – desta vez quem será o ganhador, aparentemente é você, Hassan. – murmurou para si mesmo ao ir embora.

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