Yoon Hee acordou sentindo o seu corpo dolorido. Abriu os seus olhos, lembrando-se da noite passada e logo seu rosto avermelhou-se. Ela virou-se e constatou estar sozinha em sua cama, procurou por algum vestígio da presença de Hassan e não encontrou nada. A única prova que a noite passada não havia sido o sonho, estava nos lençóis da cama. Uma pequena mancha avermelhada. Quando ia se levantar da cama, Kalima adentrou em seu quarto, com um sorriso no rosto.
–Majestade – falou sorrindo – vim preparar o vosso banho.
–Não precisa – Yoon Hee disse tentando se cobrir – é melhor você ir, qualquer coisa lhe chamo.
–Não posso. Foi ordem direta do vosso esposo – falou indo em direção ao banheiro, minutos depois voltou para o quarto – o seu banho está pronto. Pode vir senhora.
Yoon Hee olhou para a sua nudez e suspirou ao ver a sua camisola rasgada no chão. Enrolou-se no lençol e entrou no banheiro. Viu a banheira repleta de espuma, a qual exalava um delicioso aroma. Retirou o lençol, e entrou na banheira. Ficando lá ate a água esfriar ao fazer menção de sair viu Kalima lhe estender um roupão.
–Ficou aqui esse tempo todo? – Yoon Hee perguntou surpresa – eu não lhe vi.
–Vosso esposo me deu ordens para cuidar da senhora hoje. – falou estendendo o roupão – vista-se. Está na hora de descer para tomar o café da manha. O sheik Hassan a está esperando.
Ao escutar aquilo, um sorriso enfeitou a face de Yoon Hee, rapidamente ela colocou o roupão e foi para o quarto. Abriu o closet e procurou por alguma roupa, mas logo se lembrou que o seu casamento não era de verdade e que ele apenas havia consumado o casamento.
–Estou pensando tolices. Eu poderia fazer com que esse casamento fosse verdadeiro, não é como imaginei, mas quem sabe... Eu seja feliz – disse em coreano para si mesma. Pegou um vestido floral, de alçinha, vestiu-se rapidamente. Deixou seus cabelos soltos e procurou por Kalima, a qual se encontrava arrumando a sua cama – estou pronta.
–Vamos – falou sorrindo olhando para ela – está muito bonita.
–Obrigada – agradeceu envergonhada.
Kalima abriu a porta para Yoon Hee e seguiram em direção a sala de jantar. Ela passou por uma parte da casa que ainda não conhecia. Viu grandes quadros na parede de vários homens e em um deles viu Hassan com outro homem, mais jovem. Olhou com curiosidade, mas deixou isso de lado ao ver uma grande porta aberta, e dentro da sala pode ver uma mesa, na qual um homem encontrava-se sentado lendo um jornal. Kalima a deixou na sala e retirou-se em silencio. Yoon Hee ficou parada sem saber como agir. Olhou na mesa e viu um lugar arrumado ao lado de Hassan, engoliu em seco e caminhou ate lá, puxou a cadeira e sentou-se em silencio.
–Você demorou – Hassan disse colocando o jornal em cima da mesa – deve estar com fome – falou fazendo sinal para o mordomo. Logo diversos pratos foram colocando na frente deles – sirva-se a vontade – disse após os empregados se retirarem.
Yoon Hee não disse nada e começou a se servir em silencio. Hassan apenas observava os seus movimentos discretamente, enquanto tomava o seu café. Logo ele se levantou em silencio.
–Aonde vai? – Yoon Hee perguntou surpresa ao vê-lo sair em silencio da mesa.
–Tenho coisas a resolver.
–Se ia sair assim que eu chegasse, porque me chamou?
–Aos olhos dos demais somos um casal feliz. Apenas isso – sorriu – tenha um bom dia – falou saindo da sala, deixando-a sozinha.
–Que cretino. – falou colocando os talheres em cima da mesa – não sei como posso ter imaginado tendo algo com ele de verdade. Ele não merece o amor e muito menos a compaixão de ninguém.
No fundo ela se sentia triste pelo comportamento dele, mas apenas não queria admitir. Ao terminar o café, ela saiu da mesa e foi em direção aos jardins. Ela nunca havia visto um jardim tão belo e grande quanto aquele. Caminhou despreocupada e sentou-se em um banco. Ficou admirando a paisagem e imaginou o que a sua família estaria fazendo naquele momento. Seus olhos começaram a encher de água ao lembrar-se delas e ao perceber onde havia se metido: em um casamento sem amor, onde ela sairia machucada. Continuou sentada ali durante um tempo, chorando imaginando que ninguém a estaria vendo.
Hassan saiu da sala de jantar e foi direto ao seu escritório encontrando Jihad o esperando.
–Não imaginei que fosse trabalhar hoje, senhor – Jihad disse com um sorriso maroto no rosto.
–Não imagine bobagens.
–Jamais.
–Como anda a negociação com as empresas orientais?
–Muito melhores. Eles ficarão extremamente contentes ao saber de seu casamento, enviaram alguns presentes, os quais estão em vosso quarto. Afirmaram querer vir em Abu-Dhabi para conhecer o país e para lhe visitar.
–Eu imagino o motivo – disse descrente – se eles assim quiserem, apenas agende alguma data e me avise.
–Sim senhor.
Hassan sentou-se em sua mesa, abriu seu laptop e começou a verificar seus emails e ergueu uma sobrancelha ao ver uma mensagem de Lana. Abriu e sorriu ao saber que ela estaria em Abu-Dhabi em duas semanas.
–Daqui a duas semanas, envie uma dúzia de rosas vermelhas a Lana. Ela irá chegar em Abu-Dhabi e ficara na casa de sempre.
–Sim senhor – Jihad disse incerto o olhando de forma curiosa – mais alguma coisa?
–Não, pode sair e preparar os detalhes para a reunião em Nova York.
Jihad saiu da sala preocupado. Ele não imaginava que Hassan pretendia manter um caso com Lana após estar casado. Decidiu-se se manter longe de confusão e ir resolver os seus assuntos.
À noite Hassan não encontrou Yoon Hee em nenhum local da casa, perguntou a Kalima sobre ela e soube que ela estava em seu quarto. Sorriu ao subir, entrou em seu próprio quarto, tomou um longo banho e foi abrir a porta de comunicação entre os quartos, mas percebeu que ela se encontrava fechada. Bateu inúmeras vezes e chamou por Yoon Hee.
–Abra a porta – disse batendo.
Yoon Hee levantou-se de sua cama e se aproximou da porta com um sorriso no rosto.
–Não vou abri-la. Pare de bater, tem pessoas tentando dormir aqui.
–Yoon Hee, é a ultima vez que falo isso. Abra essa porta – disse em tom de advertência.
–Já disse que não vou abrir.
–Você que pediu por isso. – falou fazendo silencio em seguida.
–Reclamou tanto e desistiu no primeiro obstáculo – sorriu – fracote – falou ao voltar para a cama, mas o que escutou logo após a deixou estática. Escutou alguém tentando arrombar a porta de comunicação. Ela levantou-se da cama e caminhou ate lá, mas nesse momento a porta cedeu e Hassan entrou com o semblante fechado.
–Agora me explique porque essa palhaçada – falou indo até ela.
–Como... Como pode arrombar a porta assim? Não tens consideração com a sua própria propriedade? E a minha privacidade como fica?
–A única coisa que quero saber aqui é porque fez isso e como conseguiu a chave.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Mulher para o Sheik
Não tem continuação essa história?...