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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 157

Com o grito de Cláudia, os passantes pararam.

Muitas pessoas se aglomeraram ao redor.

Amélia não queria virar atração de circo.

Ela tentou sair, mas Cláudia a segurava com força, gritando sem parar.

— Ela viveu na nossa casa por cinco anos! Nós sempre a tratamos com do bom e do melhor! Mas agora ela me traiu, pulou a cerca! E não bastasse isso, ainda levou a receita da medicina milenar que eu tomo há anos! Ela quer me matar! Meu corpo está cada vez mais fraco!

Enquanto falava, Cláudia ofegava, fingindo que estava prestes a desmaiar.

Os espectadores, ao verem a cena, ficaram indignados.

Essa mulher não só traiu o marido, mas também queria matar a sogra.

Era desprezível demais.

— Pulou a cerca e ainda quer fazer mal para a ex-sogra. Que absurdo!

— Olhando para essa cara de sonsa, dá pra ver que não presta.

— Senhora, não se exalte, não se exalte, cuidado para não passar mal.

— Que pessoa sem coração. A sogra está quase morrendo de raiva e ela aí, impassível. Peça desculpas para ela agora e a leve para casa!

Diante das acusações, Amélia falou com frieza.

— Eu já me divorciei do filho dela. E não pulei cerca nenhuma, pelo contrário, foi o filho dela que...

Amélia ia contar sobre a traição de Sérgio, quando Cláudia se jogou em cima dela, chorando e fazendo um escândalo.

— Sua mentirosa! Foi você quem pulou a cerca e agora quer acusar meu filho de traição! Para agradar o filho do seu amante, você deu a vaga da escola para ele, fazendo seu próprio filho sofrer! Você não merece ser mãe!

— Essa mulher, para agradar o filho dos outros, acabou com a chance do próprio filho de entrar na escola! Realmente não merece ser mãe.

Amélia percebeu que explicar para aquela multidão de curiosos era inútil.

O grupo de curiosos era composto principalmente por senhoras, que se identificaram com a situação de Cláudia.

Elas trataram Amélia como a nora malvada, prontas para um linchamento moral coletivo.

Aquelas pessoas cercaram Amélia, dizendo com raiva:

— Quem trata uma idosa assim? É um absurdo!

— Que doença sua sogra tem? Que remédio ela precisa? A situação é tão grave e você ainda não entrega o remédio?

Amélia respondeu:

— Eu nunca peguei receita nenhuma. Ela está atuando.

— Então você está dizendo que vai deixá-la morrer?

— Vocês, noras de hoje em dia, são umas ingratas, nunca estão satisfeitas! Por que tanto rancor da sua sogra? Mesmo que ela tenha feito algo que te desagradou, você um dia a chamou de mãe. Agora que ela está entre a vida e a morte, como pode ser tão fria?

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