Com o grito de Cláudia, os passantes pararam.
Muitas pessoas se aglomeraram ao redor.
Amélia não queria virar atração de circo.
Ela tentou sair, mas Cláudia a segurava com força, gritando sem parar.
— Ela viveu na nossa casa por cinco anos! Nós sempre a tratamos com do bom e do melhor! Mas agora ela me traiu, pulou a cerca! E não bastasse isso, ainda levou a receita da medicina milenar que eu tomo há anos! Ela quer me matar! Meu corpo está cada vez mais fraco!
Enquanto falava, Cláudia ofegava, fingindo que estava prestes a desmaiar.
Os espectadores, ao verem a cena, ficaram indignados.
Essa mulher não só traiu o marido, mas também queria matar a sogra.
Era desprezível demais.
— Pulou a cerca e ainda quer fazer mal para a ex-sogra. Que absurdo!
— Olhando para essa cara de sonsa, dá pra ver que não presta.
— Senhora, não se exalte, não se exalte, cuidado para não passar mal.
— Que pessoa sem coração. A sogra está quase morrendo de raiva e ela aí, impassível. Peça desculpas para ela agora e a leve para casa!
Diante das acusações, Amélia falou com frieza.
— Eu já me divorciei do filho dela. E não pulei cerca nenhuma, pelo contrário, foi o filho dela que...
Amélia ia contar sobre a traição de Sérgio, quando Cláudia se jogou em cima dela, chorando e fazendo um escândalo.
— Sua mentirosa! Foi você quem pulou a cerca e agora quer acusar meu filho de traição! Para agradar o filho do seu amante, você deu a vaga da escola para ele, fazendo seu próprio filho sofrer! Você não merece ser mãe!
— Essa mulher, para agradar o filho dos outros, acabou com a chance do próprio filho de entrar na escola! Realmente não merece ser mãe.
Amélia percebeu que explicar para aquela multidão de curiosos era inútil.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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