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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 158

Cláudia batia no peito, desolada.

— Nesses cinco anos, eu a tratei como uma filha. Dei do bom e do melhor para ela. Mesmo tendo um pai viciado em jogo que não era digno da nossa família, eu a aceitei.

— Mas agora ela pulou a cerca! Encontrou alguém mais rico que a gente e quer nos abandonar. O filho dela tem só cinco anos, está no jardim de infância, e ela o largou sem pensar duas vezes. E ainda prejudicou o próprio filho para beneficiar o filho de outro homem!

— Existe mesmo um tipo de mulher assim! É o que chamam de alpinista social, que usa o casamento para enriquecer.

— Veio da roça e ainda é ingrata. Agora arrumou outro rico. Usou o ex-marido de trampolim.

Um grupo de senhoras cercava Amélia, acusando-a aos gritos.

Amélia não conseguia escapar do cerco.

Cláudia observava Amélia ser humilhada publicamente, sentindo-se vitoriosa.

Ela fingiu fraqueza.

— Meus remédios estão com ela. Por favor, gente de bom coração, ajudem-me a pegá-los de volta.

Nesse momento, uma senhora avançou e puxou a roupa de Amélia.

Logo, mais pessoas, sentindo-se defensoras da justiça, se juntaram a ela.

Elas agarravam as roupas de Amélia, gritando.

— Devolva os remédios da sua sogra agora!

As senhoras, como uma horda de zumbis, encurralaram Amélia.

Foi quando o ronco de uma moto pesada ecoou.

O som era ensurdecedor, como uma fera avançando em direção a elas.

Todos se viraram.

Uma moto prateada, imponente, vinha em alta velocidade na direção delas.

— Corram!

Em meio ao barulho estrondoso, as senhoras se dispersaram em pânico.

A moto parou.

O piloto usava um capacete que escondia seu rosto.

De repente, ele jogou um capacete para Amélia.

— Sobe.

A voz do homem era grave e imperativa.

Pela voz, ela não o conhecia de jeito nenhum.

Subir na moto dele?

Capítulo 158 1

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