Cláudia batia no peito, desolada.
— Nesses cinco anos, eu a tratei como uma filha. Dei do bom e do melhor para ela. Mesmo tendo um pai viciado em jogo que não era digno da nossa família, eu a aceitei.
— Mas agora ela pulou a cerca! Encontrou alguém mais rico que a gente e quer nos abandonar. O filho dela tem só cinco anos, está no jardim de infância, e ela o largou sem pensar duas vezes. E ainda prejudicou o próprio filho para beneficiar o filho de outro homem!
— Existe mesmo um tipo de mulher assim! É o que chamam de alpinista social, que usa o casamento para enriquecer.
— Veio da roça e ainda é ingrata. Agora arrumou outro rico. Usou o ex-marido de trampolim.
Um grupo de senhoras cercava Amélia, acusando-a aos gritos.
Amélia não conseguia escapar do cerco.
Cláudia observava Amélia ser humilhada publicamente, sentindo-se vitoriosa.
Ela fingiu fraqueza.
— Meus remédios estão com ela. Por favor, gente de bom coração, ajudem-me a pegá-los de volta.
Nesse momento, uma senhora avançou e puxou a roupa de Amélia.
Logo, mais pessoas, sentindo-se defensoras da justiça, se juntaram a ela.
Elas agarravam as roupas de Amélia, gritando.
— Devolva os remédios da sua sogra agora!
As senhoras, como uma horda de zumbis, encurralaram Amélia.
Foi quando o ronco de uma moto pesada ecoou.
O som era ensurdecedor, como uma fera avançando em direção a elas.
Todos se viraram.
Uma moto prateada, imponente, vinha em alta velocidade na direção delas.
— Corram!
Em meio ao barulho estrondoso, as senhoras se dispersaram em pânico.
A moto parou.
O piloto usava um capacete que escondia seu rosto.
De repente, ele jogou um capacete para Amélia.
— Sobe.
A voz do homem era grave e imperativa.
Pela voz, ela não o conhecia de jeito nenhum.
Subir na moto dele?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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