A testa de Amélia se franziu.
Que tipo de homem era aquele?
Ela não deveria ter subido na moto dele.
Agora, era tarde demais.
A velocidade era tão alta que parecia que seu corpo voava na frente, e sua alma vinha correndo atrás.
Ela não ousou provocá-lo.
Não queria acabar no além junto com ele.
Ignácio Martins, vendo que ela não reagia, achou-a sem graça.
Aquele velho... por que lhe arranjou uma pessoa tão monótona?
— Por que não fala nada? O gato comeu sua língua?
— Minha vida está nas suas mãos. O que eu poderia dizer?
Ignácio sorriu.
Há pouco, a achara desinteressante.
Agora, via que ela tinha algo mais.
— Fique tranquila, não vou te vender. Não preciso desse dinheiro. Me diga para onde vai, eu te levo.
Ele era um piloto de corrida de renome mundial.
O dinheiro da venda dela não pagaria nem a manutenção de sua moto.
— Lar de Idosos Brilhante.
Ao ouvir o nome, Ignácio freou a moto bruscamente.
— O que você vai fazer naquele lugar? — ele perguntou.
— Trabalho voluntário.
Vendo que ele parou, Amélia desceu rapidamente e colocou o capacete no banco de trás.
Uma chance de escapar não podia ser desperdiçada.
— Por que você desceu?
— Vou para o asilo.
O olhar de Amélia era límpido.
Ignácio quase explodiu de raiva.
— Se você vai para o asilo, por que desceu? Sobe aí.
— Pelo seu tom, parece que você não gosta muito daquele asilo. Não quero te incomodar, posso ir sozinha.
Amélia fez um leve aceno com a cabeça e começou a andar.
Ignácio imediatamente bloqueou seu caminho.
— Eu não tenho nada contra asilos. Tenho contra o Lar de Idosos Brilhante. Aquela corja de velhos não presta!
A expressão de Ignácio era sombria.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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