— Mamãe, a vovó tem razão quando diz que você é uma caipira sem classe! Só gente pobre guarda mágoa desse jeito. Eu sou seu filho! Já pedi desculpas, o que mais você quer?
Amélia sentiu a pressão subir. Era insuportável lidar com aquela arrogância genética.
— Daniel, acabou a discussão. Para a escola, agora.
Ela tentou puxá-lo, mas ele se jogou no chão, esperneando. De repente, um grito estridente cortou o ar:
— Amélia! Sua vagabunda! Tira as mãos do meu neto!
Antes que Amélia pudesse reagir, um estalo ecoou. Seu rosto virou de lado com a força do tapa.
Era Cláudia.
A velha senhora puxou Daniel para seus braços como se o salvasse de um monstro.
— Meu netinho, você está bem? Essa bruxa tentou te sequestrar?
Logo atrás de Cláudia, surgiram Sérgio e Nádia. Nádia tinha um sorrisinho sádico no canto da boca ao ver o rosto vermelho de Amélia.
Sérgio olhou para a cena com uma expressão indecifrável, mas permaneceu calado.
Amélia tocou a bochecha ardendo. Que piada. O homem que jurava protegê-la agora assistia a mãe dele agredi-la em praça pública sem mover um músculo.
Sem dizer uma palavra, Amélia sacou o celular e discou 190.
— Alô? Polícia? Quero denunciar uma agressão. Uma senhora descontrolada acabou de me dar um tapa na cara. Estou na Rua do Milênio.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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