— Daniel, vou desenhar para você entender: eu não posso ir. A guarda é do seu pai. Sua avó me proibiu de pisar lá. Os seguranças não vão me deixar entrar.
— Eu já disse que resolvo com a diretora! Você só não quer ir por causa do Lucas e da Tânia! Você prefere eles a mim!
— Engraçado, ano passado você implorou para eu não ir e mandou a Nádia no meu lugar.
— Mamãe, você é muito vingativa! Que coisa feia, guardar rancor do próprio filho. Eu já pedi desculpas! A tia já foi mil vezes, agora é a sua vez. Se você não for, eu nunca mais te chamo de mãe!
— Se você não quer me reconhecer como mãe, é um direito seu. Não vou te obrigar.
— Você é horrível! Uma mãe má!
Daniel saiu correndo pela calçada. Amélia, preocupada com o trânsito, correu atrás e segurou o braço dele.
— Daniel, para! Onde você pensa que vai?
— Me solta! Você não liga pra mim!
As pessoas na rua começaram a parar e cochichar.
— Que absurdo, a mulher não quer ir na reunião do filho por causa de trabalho?
— Coitadinho, olha como ele chora.
Vendo que tinha plateia, Daniel aumentou o drama, gritando para todos ouvirem:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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