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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 324

Será que foi o gosto da empada? A saudade bateu?

Talvez ele não fosse tão ruim assim, no fundo.

...

Mansão Vieira.

Vitória apareceu com um sorriso travesso, segurando sacolas.

— Amélia! Hora da transformação! Veste isso aqui. Comprei pra gente. E olha esse capacete da Hello Kitty! Vamos arrasar no asfalto!

Amélia olhou para a peça de roupa que Vitória balançava. Era minúscula. Tinha mais buraco que pano.

— Isso é... roupa? Tem certeza que não é um lenço de assoar nariz?

— Deixa de ser careta! Com essa cinturinha e essas pernas, é um crime esconder. É look “Irmãs Metralha”, combinando!

— Mas Vitória... eu vou me apresentar no Instituto de Pesquisa. Chegar vestida de... piriguete futurista? Não pega mal?

Amélia tentava argumentar, mas Vitória já estava decidida.

— Levei sua roupa social na mochila. Lá você troca. Mas pra subir na minha moto, tem que ser a caráter. Moto pesada exige roupa de atitude!

Vitória correu para se trocar. Quando voltou, Amélia ficou boquiaberta. A mulher tinha idade para ser avó, mas naquele couro justo, com aquele corpo escultural, botava qualquer modelo de vinte anos no chinelo. Era uma obra de arte.

— Viu? Tá me olhando com inveja, né? Vai logo, veste!

— Tem... tem certeza?

— Gostou? Vai atrás.

— Sério, chefe? Posso?

Manuel salivava. Queria fazer amizade.

— Vai atrás. E se perder elas de vista, você tá demitido!

João, o outro assistente, suspirou. Manuel achava que era paquera, mas João sabia: O chefe estava com ciúmes e preocupado. Sr. Afonso não gostava de ver suas “protegidas” vestidas daquele jeito.

Afonso reconheceu a silhueta. Sabia que Amélia tinha horário no Instituto. Sua mãe, aquela doida, ia acabar atrasando a menina.

E aquele pressentimento ruim no estômago de Afonso começou a apitar.

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