Será que foi o gosto da empada? A saudade bateu?
Talvez ele não fosse tão ruim assim, no fundo.
...
Mansão Vieira.
Vitória apareceu com um sorriso travesso, segurando sacolas.
— Amélia! Hora da transformação! Veste isso aqui. Comprei pra gente. E olha esse capacete da Hello Kitty! Vamos arrasar no asfalto!
Amélia olhou para a peça de roupa que Vitória balançava. Era minúscula. Tinha mais buraco que pano.
— Isso é... roupa? Tem certeza que não é um lenço de assoar nariz?
— Deixa de ser careta! Com essa cinturinha e essas pernas, é um crime esconder. É look “Irmãs Metralha”, combinando!
— Mas Vitória... eu vou me apresentar no Instituto de Pesquisa. Chegar vestida de... piriguete futurista? Não pega mal?
Amélia tentava argumentar, mas Vitória já estava decidida.
— Levei sua roupa social na mochila. Lá você troca. Mas pra subir na minha moto, tem que ser a caráter. Moto pesada exige roupa de atitude!
Vitória correu para se trocar. Quando voltou, Amélia ficou boquiaberta. A mulher tinha idade para ser avó, mas naquele couro justo, com aquele corpo escultural, botava qualquer modelo de vinte anos no chinelo. Era uma obra de arte.
— Viu? Tá me olhando com inveja, né? Vai logo, veste!
— Tem... tem certeza?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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