Ela sentiu uma pontada aguda no peito. Que idiota ela fora.
Por um breve momento, chegou a acreditar nas mentiras de Sérgio, de que não havia nada entre ele e Nádia, de que foram vítimas de uma armação de Cláudia.
Ela acreditou. Pensou que, com o divórcio, as dívidas emocionais estavam quitadas.
Mas vê-lo abraçado àquela mulher, validando cinco anos de humilhações, fez Amélia se sentir patética.
Célia, ouvindo o cinismo de Sérgio, sentiu o coração ser retalhado.
Furiosa, ela avançou para bater no ex-genro, rugindo:
— Sérgio, você é um lixo! Traindo seu próprio irmão morto, se esfregando com a viúva dele! Você não tem vergonha na...
Antes que Célia terminasse, Nádia avançou como uma víbora e desferiu um tapa estalado no rosto da senhora.
— Cale essa sua boca imunda!
O som do tapa despertou a fúria de Amélia. Ela voou sobre Nádia e devolveu o tapa com o dobro da força.
Nádia, teatral, desabou nos braços de Sérgio, cobrindo o rosto:
— Ai, Sérgio! Meu rosto... está doendo muito.
Sérgio protegeu a amante, fuzilando a ex-mulher com o olhar:
— Amélia! Vieram aqui para fazer baderna? Não me culpe se eu perder a paciência.
Cláudia, a velha raposa, gritou imediatamente:
— Chamem a polícia! Prendam essas duas! Amélia me fez ficar presa por dias, agora é a vez dela apodrecer na cadeia!
— Pode deixar.
Ao ouvir a concordância fria de Sérgio, Amélia riu de descrença. Ele chamaria a polícia para a mãe de seu filho só para agradar a mamãe e a amante? Que homem desprezível.
De repente, o som de motores potentes invadiu o pátio.
Vinte carros de luxo entraram em fila dupla, uma procissão de poder e riqueza que fez até o chão tremer.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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