Tio Geraldo ergueu a mão, parando-a.
— Não ouse nos convidar para entrar nessa casa suja. Nós, gente simples, não temos lugar no seu palácio. Viemos cobrar satisfação. Por que vocês insultaram a Tia Naiara e a Tia Patrícia? Esqueceram quem são seus ancestrais?
Cláudia, em pânico, puxou Nádia pelo braço:
— Peça desculpas ao Tio Geraldo agora! Diga que você estava nervosa naquele dia, que falou sem pensar. Anda!
Nádia olhou para aquele bando de homens com roupas simples e sapatos sujos de terra. Ela? A Senhorita Sousa? Pedir desculpas para essa gente?
E ainda por cima na frente da Amélia? Jamais!
— Naquele dia, aquelas velhas foram rudes comigo! — Nádia retrucou, empinando o nariz. — Sou uma Sousa. Nunca fui tratada com desrespeito. Por que eu deveria baixar a cabeça para gente da roça?
Cláudia sentiu a pressão subir. Ela arrastou Nádia para um canto, sussurrando desesperada:
— Sua idiota! Esses são os anciãos do clã Barros! Se você não se desculpar, eles podem nos barrar do livro genealógico! Sabe o que é morrer e não ser enterrada no jazigo da família?
— E quem quer ser enterrada com caipiras? Grande coisa!
Cláudia teve vontade de esganá-la. Não importava quanto dinheiro tivessem, sem o apoio do clã, seriam párias sociais. A tradição ainda pesava.
— Minha "senhorita", pelo amor de Deus! Se não pedir desculpas, não vai ter casamento! O clã pode vetar!
Nádia cruzou os braços, irredutível.
Nesse momento, Célia não se conteve e correu em direção ao grupo de anciãos:
— Graças a Deus os senhores chegaram! É a justiça divina!
Cláudia gritou:


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Comentários
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