Os outros parentes do interior começaram a falar, um coro de apoio que surpreendeu a todos:
— Amélia ficou cinco anos nessa casa e cuidou da sogra como se fosse mãe dela. Sempre que alguém lá na roça precisava, ela ajudava. A perna do meu tio, o derrame da minha mãe... foi ela quem tratou!
— Amélia é uma mulher de ouro. Quando soubemos do divórcio, achamos uma pena. Mas agora, sabendo que o Sérgio se envolveu com a cunhada... que pouca vergonha!
— Exatamente! A Tia Naiara e a Tia Patrícia só vieram aqui para tentar colocar juízo na cabeça dele, e aquela mulherzinha ali as expulsou aos gritos!
Nádia estava lívida. Como aqueles pobres ousavam defender a Amélia?
Amélia olhou para aqueles rostos curtidos pelo sol. Eram parentes distantes que ela atendera de graça, enviara remédios, orientara tratamentos. Ela achava que eram apenas gentilezas esquecidas.
Mas a gratidão, diferente dos Barros da cidade, ali era sólida.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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