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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 345

O terror nos olhos de Cláudia era absoluto. A boca torta babava, e ela tentava formar palavras, olhando fixamente para Amélia.

— Sal... sal... va... po... favor...

— Mãe, estou te levando para o hospital! Vai ficar tudo bem! — Sérgio tentou pegá-la no colo.

Mas Cláudia lutava. Ela se agarrava ao batente da porta, ao ar, a qualquer coisa. Ela sabia a verdade.

Ela já tinha ido aos melhores hospitais antes. Ninguém resolvia. Só a medicina milenar de Amélia a tirara da cama. Ir para o hospital agora era aceitar a sentença de morte ou de paralisia eterna.

Quando passaram perto de Amélia, Cláudia num esforço supremo, agarrou a manga da blusa dela.

Célia, num reflexo protetor, bateu na mão da ex-sogra:

— Solta minha filha! Que coisa mais agourenta!

— Como você ousa bater numa doente? — gritou Nádia.

Cláudia ignorou a dor e estendeu a mão novamente, os dedos em garra, implorando:

— Sal... va... Amélia... salva...

As lágrimas escorriam pelo rosto deformado. A arrogância tinha desaparecido, restando apenas o medo da morte.

Sérgio finalmente entendeu. Sua mãe não estava acusando Amélia. Estava implorando pela vida.

— Amélia... — Sérgio olhou para a ex-mulher, os olhos cheios de angústia. — Ela quer que você a salve.

Cláudia assentiu freneticamente com a cabeça, emitindo sons de súplica.

Ele tentava apelar para a antiga Amélia, a mulher doce que não mataria uma mosca.

Amélia olhou para Cláudia. Viu a mulher que a chamou de lixo, que a fez de serva, que conspirou para que o marido a traísse.

Ela olhou para Sérgio, o homem que exigia compaixão depois de lhe dar apenas desprezo.

Sua expressão não se alterou. Fria como uma lápide.

— Leve para o hospital — disse Amélia, com a voz tranquila e indiferente. — Se demorar mais, nem Deus salva.

Cláudia sentiu o mundo desabar. O brilho de esperança em seus olhos se apagou, substituído por um desespero infinito.

Amélia, a salvadora, a pomba branca que cuidava de pássaros feridos... tinha ido embora. A mulher à sua frente agora era apenas uma juíza executando a sentença.

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