O terror nos olhos de Cláudia era absoluto. A boca torta babava, e ela tentava formar palavras, olhando fixamente para Amélia.
— Sal... sal... va... po... favor...
— Mãe, estou te levando para o hospital! Vai ficar tudo bem! — Sérgio tentou pegá-la no colo.
Mas Cláudia lutava. Ela se agarrava ao batente da porta, ao ar, a qualquer coisa. Ela sabia a verdade.
Ela já tinha ido aos melhores hospitais antes. Ninguém resolvia. Só a medicina milenar de Amélia a tirara da cama. Ir para o hospital agora era aceitar a sentença de morte ou de paralisia eterna.
Quando passaram perto de Amélia, Cláudia num esforço supremo, agarrou a manga da blusa dela.
Célia, num reflexo protetor, bateu na mão da ex-sogra:
— Solta minha filha! Que coisa mais agourenta!
— Como você ousa bater numa doente? — gritou Nádia.
Cláudia ignorou a dor e estendeu a mão novamente, os dedos em garra, implorando:
— Sal... va... Amélia... salva...
As lágrimas escorriam pelo rosto deformado. A arrogância tinha desaparecido, restando apenas o medo da morte.
Sérgio finalmente entendeu. Sua mãe não estava acusando Amélia. Estava implorando pela vida.
— Amélia... — Sérgio olhou para a ex-mulher, os olhos cheios de angústia. — Ela quer que você a salve.
Cláudia assentiu freneticamente com a cabeça, emitindo sons de súplica.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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