Cláudia ainda tentou balbuciar uma defesa:
— Mas... mas foi a Nádia quem trouxe os médicos... não foi a Amélia...
Célia, sentindo o gosto da vitória, apontou:
— Como você tem coragem de mentir agora? Se foi a Nádia, por que você estava cercando minha filha, implorando por uma nova receita? Porque o remédio da Nádia não funciona! Você sabe que só a minha filha pode te curar, sua velha ingrata!
O coro dos parentes ecoava na mente de Cláudia: "Expulsos! Riscados do livro!"
Ela olhou para a placa quebrada no chão.
O choque foi forte demais.
De repente, o rosto de Cláudia repuxou violentamente. A boca entortou para a esquerda, um olho se fechou e o outro se arregalou em pânico. O corpo começou a convulsionar.
— Vo... vo... cês... vol... tem...
Sérgio correu para segurá-la:
— Mãe! Mãe, o que está acontecendo?
Nádia, percebendo que precisava manter o papel de boa nora, correu também:
— Ai meu Deus, sogrinha! Chamem uma ambulância!
Quando Nádia se aproximou, Cláudia, num espasmo de lucidez e fúria, levantou a mão trêmula e desferiu um tapa no rosto dela.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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