Sob a metralhadora de reclamações de Nádia, a cara de Cláudia, aquela velha, azedou de vez.
Aquela palhaçada de casamento estava custando uma fortuna para a família Barros, e Nádia ainda tinha a audácia de agir como uma diva insatisfeita!
Nádia fuzilava a caminhonete com o olhar, o ódio transbordando.
Para sua surpresa, os funcionários não barraram o veículo.
Pelo contrário, correram na direção delas como se trouxessem ouro.
O que diabos estava acontecendo?
Por que aquela lata velha não foi mandada de volta para o lixão?
Assim que o funcionário se aproximou, ofegante, Nádia explodiu:
— Você é incompetente ou o quê? Não sabe enxotar uma caminhonete imunda dessas?
O funcionário, visivelmente constrangido, gaguejou:
— Senhora... eles dizem que é um presente de um convidado de honra. O protocolo diz que não podemos recusar presentes antes da entrega.
— O quê?!
A voz de Nádia falhou, aguda como giz riscando o quadro.
Nesse momento, a caminhonete estacionou, seguida por um carro de passeio.
Vários homens desceram e começaram a descarregar... coroas de flores.
Coroas de flores fúnebres.
Nádia rugiu, o rosto vermelho de raiva:
— O que significa isso? Vocês perderam o juízo?
O rugido de um motor potente cortou o ar.
Ignácio Martins surgiu em sua moto pesada, uma aura de caos ao seu redor.
Ele desceu, um sorriso cínico nos lábios:
— Um presente da família Martins. Flores de papel para um amor de papel. Frágil, descartável... mas eterno, como a morte. Felicidades ao casal de segunda mão. Que fiquem trancados nesse inferno juntos para sempre.
Nádia sentiu o sangue ferver.
A família Martins mandando coroas de enterro para o casamento dela!
Foi de propósito. Tinha que ser.
Amélia.
Só podia ser coisa daquela mulher.
Ela mandou fazer isso para destruir o grande dia.
Nádia estava à beira de um colapso.
Do outro lado da rua, na cafeteria, Afonso assistia a tudo com um sorriso discreto e perigoso.
Ele se virou para Amélia:
— O circo está pegando fogo, não acha?
Eles haviam chegado cedo, garantindo os lugares na primeira fila do camarote para assistir à desgraça alheia.
Cada coroa fúnebre que entrava, cada careta de Nádia e Cláudia, era um prato cheio.
Amélia não esperava um show tão elaborado.
Quase perdeu o espetáculo.
— Você sabia que isso ia acontecer? — perguntou ela.
— Digamos que... dei um empurrãozinho na criatividade de alguns.
Os lábios vermelhos de Amélia se curvaram em um sorriso satisfeito.
Era um tapa na cara.
Um tapa estalado, dado com luva de pelica, que ela não podia revidar.
Mas o pesadelo estava apenas começando.
Ao entrarem no salão de banquetes, preparado para centenas de convidados...
O vazio era ensurdecedor.
Das mesas reservadas para a elite, para os figurões que Nádia prometeu...
Ninguém apareceu.
Cláudia sentiu a pressão subir.
Nem os magnatas, nem os parentes ricos, nem mesmo os parentes pobres do interior apareceram.
Ela mandou os ônibus buscarem a parentada!
Onde estavam aqueles ingratos?
Eles sabiam da doação, sabiam da boca livre.
O salão gigantesco, com mesas postas para um banquete real, estava às moscas.
Era patético.
Deprimente.
E o pior de tudo: o dinheiro.
Cláudia tinha montado cinco pontos de coleta de presentes em dinheiro, esperando recuperar o investimento.
Com o salão vazio, quem ia pagar a conta?
O prejuízo seria catastrófico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....