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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 381

Sob a metralhadora de reclamações de Nádia, a cara de Cláudia, aquela velha, azedou de vez.

Aquela palhaçada de casamento estava custando uma fortuna para a família Barros, e Nádia ainda tinha a audácia de agir como uma diva insatisfeita!

Nádia fuzilava a caminhonete com o olhar, o ódio transbordando.

Para sua surpresa, os funcionários não barraram o veículo.

Pelo contrário, correram na direção delas como se trouxessem ouro.

O que diabos estava acontecendo?

Por que aquela lata velha não foi mandada de volta para o lixão?

Assim que o funcionário se aproximou, ofegante, Nádia explodiu:

— Você é incompetente ou o quê? Não sabe enxotar uma caminhonete imunda dessas?

O funcionário, visivelmente constrangido, gaguejou:

— Senhora... eles dizem que é um presente de um convidado de honra. O protocolo diz que não podemos recusar presentes antes da entrega.

— O quê?!

A voz de Nádia falhou, aguda como giz riscando o quadro.

Nesse momento, a caminhonete estacionou, seguida por um carro de passeio.

Vários homens desceram e começaram a descarregar... coroas de flores.

Coroas de flores fúnebres.

Nádia rugiu, o rosto vermelho de raiva:

— O que significa isso? Vocês perderam o juízo?

O rugido de um motor potente cortou o ar.

Ignácio Martins surgiu em sua moto pesada, uma aura de caos ao seu redor.

Ele desceu, um sorriso cínico nos lábios:

— Um presente da família Martins. Flores de papel para um amor de papel. Frágil, descartável... mas eterno, como a morte. Felicidades ao casal de segunda mão. Que fiquem trancados nesse inferno juntos para sempre.

Nádia sentiu o sangue ferver.

A família Martins mandando coroas de enterro para o casamento dela!

Foi de propósito. Tinha que ser.

Amélia.

Só podia ser coisa daquela mulher.

Ela mandou fazer isso para destruir o grande dia.

Nádia estava à beira de um colapso.

Do outro lado da rua, na cafeteria, Afonso assistia a tudo com um sorriso discreto e perigoso.

Ele se virou para Amélia:

— O circo está pegando fogo, não acha?

Eles haviam chegado cedo, garantindo os lugares na primeira fila do camarote para assistir à desgraça alheia.

Cada coroa fúnebre que entrava, cada careta de Nádia e Cláudia, era um prato cheio.

Amélia não esperava um show tão elaborado.

Quase perdeu o espetáculo.

— Você sabia que isso ia acontecer? — perguntou ela.

— Digamos que... dei um empurrãozinho na criatividade de alguns.

Os lábios vermelhos de Amélia se curvaram em um sorriso satisfeito.

Capítulo 381 1

Capítulo 381 2

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