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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 382

Cláudia estava à beira de um ataque de nervos.

Prejuízo.

A palavra piscava em neon na sua mente: Prejuízo!

Ela se virou para Nádia, a voz pingando veneno:

— Seus pais não disseram que tinham conexões com a alta sociedade? Que era só mandar os convites que a elite viria correndo? Olha para isso! Abrimos dezenas de mesas e onde estão eles?

Nádia, que sonhava com um casamento de princesa, olhava desolada para o salão fantasma.

A vergonha queimava seu rosto.

E agora, ouvir a sogra jogar a culpa nela?

— A festa é responsabilidade do noivo, não é? Meus pais só convidaram alguns amigos extras. Se ninguém veio, o problema é da reputação da família Barros! Como ousa culpar meus pais?

A resposta atravessada de Nádia fez o sangue de Cláudia ferver.

Mas Nádia não parou por aí.

Ela apontou para um canto escuro do salão, onde várias mesas estavam vazias.

— E aquelas mesas ali? Reservadas para os parentes caipiras de vocês? Aqueles que deserdaram vocês? Dez mesas vazias! Isso é bonito por acaso? Parece um cemitério!

A ironia de Nádia foi como uma facada no peito de Cláudia.

Aquela mulher era a razão de terem sido expulsos do clã da família, e não demonstrava um pingo de remorso.

Ser deserdada era motivo de orgulho agora?

Cláudia queria voar no pescoço de Nádia.

Mas lembrou-se da herança do Grupo Sousa.

Engoliu o ódio a seco.

— Esqueça os outros. Onde estão seus pais? Os sogros não deveriam estar aqui para receber os convidados? Ligue para eles agora!

O humor de Nádia estava no fundo do poço.

Os "presentes" macabros, o salão vazio, a humilhação...

Ela pegou o celular e ligou, furiosa.

— Mãe! Onde vocês estão? O casamento vai começar!

— O hospital ligou... o coração do seu irmão parou. Tivemos que correr para cá.

— O quê?! Vocês foram para o hospital agora? E o meu casamento? Vocês não vêm?

Cláudia gritou, incrédula:

— Os pais da noiva não vêm? Que tipo de casamento é esse?

As palavras de Cláudia ecoaram no salão vazio, aumentando a vergonha de Nádia.

— Se é assim, cancela tudo! — a voz de Sérgio cortou o ar, fria e cortante.

Ele estava calado até agora, mas a paciência tinha acabado.

Nádia e Cláudia congelaram.

Cancelar?

Jamais.

Nádia correu até ele, mudando a expressão para uma máscara de doçura:

— Sérgio, meu amor... chegamos tão longe. Não podemos desistir agora.

Cláudia forçou um sorriso amarelo:

— É... dizem que o que começa difícil, termina bem. Vocês são almas gêmeas. O casamento continua.

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