Mariana desabou no chão, as pernas falhando completamente.
Afonso virou-se para o delegado, implacável:
— Delegado, esta 'testemunha ocular' não consegue identificar o objeto do crime. O testemunho dela é nulo. Pior, é claramente fabricado.
O delegado cruzou os braços, a expressão severa:
— Falso testemunho é crime grave. Cadeia, minha senhora. Quer ir presa por mentir?
Mariana entrou em pânico total.
— Não! Eu não... eu não sou criminosa!
Sérgio percebeu que o castelo de cartas estava desmoronando. Ele precisava intervir.
— Mariana está nervosa! É uma mulher simples diante de autoridades. — Ele se abaixou perto dela, a voz firme, mas carregada de pressão. — Mariana, acalme-se. Olhe de novo. Tenho certeza que você vai lembrar.
Era a deixa. O comando.
Sérgio mostrou a foto novamente.
Mariana engoliu o choro e olhou. Ela entendeu o recado: *Confirme, ou você está ferrada.*.
— Sim! Sim! — Mariana gritou, desesperada. — Agora eu vejo! É esse mesmo! É o colar que a Naiara roubou! Tenho certeza absoluta!
Sérgio suspirou aliviado. Ele olhou para Afonso com desafio. *Tentei negar, mas agora confirmamos. E aí?*.
Afonso, porém, parecia ter esperado exatamente por isso.
— Tem certeza? — Ele perguntou a Mariana.
— Tenho! É esse!
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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