Nádia se debatia em sua própria teia de mentiras, mas Afonso não deu espaço para respiro.
— Delegado. — Afonso chamou. — A Sra. Franciely já está a caminho, trazendo o objeto em questão. A receptação e a venda serão provadas.
— Agradeço a colaboração, Sr. Afonso. — O delegado respondeu, já pegando as algemas.
Nádia sentiu as pernas cederem. O mundo girava.
Franciely estava vindo? Com o colar?
Acabou. Não havia mais para onde correr.
A garganta de Nádia fechou. Ela tentou falar, mas apenas um guincho saiu.
Amélia observava a cena, sentindo uma leveza que não sentia há anos.
Afonso se aproximou dela, protetor.
— Quando ela te acusou, ela plantou a semente da própria destruição. — Ele sussurrou para Amélia.
Amélia olhou para a rival caída.
— Nádia. — A voz de Amélia era calma, mas letal. — Você riu quando eu estava de joelhos no sol. Achou que nunca pagaria. Pois aqui está a conta. E é alta.
Nádia estremeceu. Aquilo soava como uma maldição.
Amélia sorriu para Afonso. Um sorriso genuíno.
— Vamos embora. — disse ela.
Nádia, em um surto de pânico, rastejou na direção deles.
— Não! Sr. Afonso! Piedade! Eu faço qualquer coisa! Amélia, me ajude!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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