A expressão de Afonso mudou subitamente, tornando-se sombria.
— Só por causa de um maldito colar, eles fizeram você se ajoelhar no asfalto quente, segurando uma bacia d'água?
Os olhos dele escureceram, carregados de uma fúria terrível.
A família Barros teve a audácia de tratar Amélia assim?
Quem eles pensavam que eram?
— Eu fui muito estúpida — confessou Amélia, a voz baixa. — Eu nem tinha certeza se Nádia estava mentindo. Cheguei a pensar que ela tinha realmente perdido a joia. Afinal, foi um presente do falecido marido dela.
Amélia suspirou, lembrando-se da própria ingenuidade.
— Quando ela me humilhava, eu pensava: "Pobre mulher, está sofrendo pelo luto". Eu justificava a crueldade dela com a pena que eu sentia. Eu não a culpei, eu só tinha medo de que me expulsassem. Eu só queria ficar perto do meu filho... Agora vejo o quanto fui patética.
O coração de Nádia nunca pertenceu ao falecido marido, mas sim ao ex-marido de Amélia, Sérgio Barros!
Por medo de ser separada da criança, Amélia suportou o insuportável.
Ajoelhada sob o sol escaldante, humilhada na frente daquela mansão.
Agora, a lembrança tinha um gosto amargo de fel.
Ela era inocente.
Por que aceitou aquela tortura psicológica?
— Eu fui uma idiota.
De repente, Afonso puxou Amélia para seus braços, num abraço firme e protetor.
— Você não foi idiota. Você foi leal. Você projetou a sua bondade nos outros. Você suportou o inferno pelo amor ao seu filho. Isso não é estupidez, é sacrifício.
Ele segurou o rosto dela, obrigando-a a encará-lo.
— Eu te prometo, Amélia. Todos que te feriram vão sangrar por isso. E te prometo que, ao meu lado, você nunca mais vai sofrer. Nenhuma tempestade vai te tocar enquanto eu estiver vivo.
Amélia ficou paralisada.
O abraço repentino, as palavras intensas... era demais para processar.
Em pânico, ela se desvencilhou e se levantou rapidamente.
Ela não queria mostrar fraqueza.
Não queria se deixar levar pela emoção.
Mas, logo depois, franziu a testa.
"Vamos para casa?"
Algo naquela frase soava estranhamente íntimo.
...
Na Mansão dos Barros.
Assim que Sérgio entrou, Cláudia correu até ele, desesperada.
— E então? Você não foi pagar a fiança da Nádia? Cadê ela?
Sérgio afrouxou a gravata, irritado.
— Não tem fiança.
Cláudia arregalou os olhos, em choque.
— Como assim não tem fiança? Você não ofereceu dinheiro suficiente? Sérgio, não é hora de ser pão-duro! Hoje é o dia do seu casamento! Como ela pode passar a noite de núpcias numa cela imunda? Isso dá azar! Vai trazer má sorte para a família! Gaste o que for preciso, mas tire ela de lá agora!
Sérgio olhou para a mãe com um cansaço profundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....