— Pare com essas superstições idiotas, mãe! O problema não é o azar, é que talvez não exista "futuro" para nós!
A frase de Sérgio fez Cláudia congelar.
— O que você quer dizer com isso?
— A situação da Nádia é crítica. Afonso pressionou e cercou todas as saídas. Não há espaço para manobras. Se ela for condenada, e ela vai, estamos falando de prisão perpétua. Nádia vai apodrecer na cadeia.
O rosto de Cláudia perdeu a cor.
— Prisão perpétua? Isso é sério? É verdade mesmo?
— Afonso tem testemunhas e provas materiais. A condenação dela é certa. O processo já começou, é questão de tempo até sair a sentença.
— Mas... Afonso provou o quê? Que o acidente do irmão da Nádia foi... culpa dela?
Antes, Cláudia pouco se importava se Nádia tinha ou não causado o acidente.
Para Cláudia, o fato de o irmão estar fora de combate era ótimo, pois Nádia herdaria toda a fortuna do Grupo Sousa.
Mas agora... se Nádia fosse presa para sempre, todo o investimento de Cláudia iria para o lixo.
O dinheiro gasto no casamento faraônico de hoje...
Desperdiçado!
— Que provas são essas? Você não vai contestar? Sérgio, use a cabeça! Invente algo, derrube essas provas!
— Eu tentei! — gritou Sérgio. — Tentei tudo o que podia, mas Afonso estava dez passos à frente. Ele previu cada movimento meu.
Sérgio apertou os punhos, sentindo a impotência.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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