A máscara de Adriana caiu. Suas mãos tremiam.
— Já que quis ser um morto por cinquenta anos, continue morto! Voltou para quê? Esqueça a herança. O dinheiro dos Vieira não vai para bastardos. E você nem consegue provar quem é. Se não saírem agora, chamo a polícia!
Adriana, a gigante dos negócios, não cederia um milímetro.
O olhar de Natanael endureceu:
— Você costumava ser virtuosa. Agora vejo que o dinheiro a transformou. Só pensa em guardar a fortuna para si. Essa sua ganância me dá nojo!
Adriana apertou o terço até os nós dos dedos ficarem brancos.
Ganância? Nojo?
Ele fugiu com outra, viveu a vida, e a chama de nojenta por ter sobrevivido?
Vitória explodiu:
— Velho, sua cara de pau deve ser blindada! Como ousa chamar minha mãe de gananciosa? Você fugiu com outra mulher e deixou o caos para sua esposa limpar!
— Naquela guerra, se minha mãe não tivesse segurado as pontas, não existiria Grupo Vieira hoje! Você não teria nem uma telha para chamar de sua!
Natanael fechou a cara:
— Você é a nora? É assim que fala com seu sogro?
— Você é meu sogro? No enterro do meu marido, não vi pai nenhum chorando. Meu marido nem sabia que tinha pai vivo. Desculpe, mas eu muito menos!
Natanael gelou. Ser tratado como intruso na própria casa era inadmissível.
Sebastião instigou:
— Vovô, olha a audácia! Você é o dono disso tudo. Elas não podem te tratar assim!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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