Leonardo tremeu de raiva:
— Que moleque insolente! Natanael, a educação desse aí passou longe. Nem se compara ao Afonso!
— Seu velho...
— Vá tratar essa mão antes que gangrene e você morra de uma vez! — Leonardo cortou, impaciente.
Sebastião rangeu os dentes.
Natanael olhou para as pernas de Afonso e sentenciou:
— A família Vieira tem uma regra ancestral: deficientes não podem liderar. Afonso é aleijado, não pode herdar o Grupo Vieira. A partir de hoje, a presidência passa para Sebastião.
Sebastião abriu um sorriso predador:
— Obrigado, vovô! Não vou te decepcionar!
Adriana soltou uma risada seca:
— A família Vieira também tem uma regra: honramos a linhagem legítima, desprezamos bastardos. Um neto de origem duvidosa querendo roubar a herança e a presidência? Você está delirando.
Natanael avançou contra Adriana:
— Esta é a família Vieira. Eu sou Natanael. Tudo isso era meu antes de ser seu. Agora que voltei, eu mando. Se continuar com essa língua afiada, expulso você desta casa.
Vitória se colocou na frente de Adriana como um escudo:
— O homem que fugiu com uma piriguete há cinquenta anos quer expulsar minha mãe? Tenha coragem de dizer isso na frente do altar dos ancestrais! As placas vão cair na sua cabeça de tanta vergonha!
— É apenas uma nora e ousa me desafiar?
De repente, Natanael sacou uma arma e apontou para a cabeça de Vitória.
O ar congelou. Vitória arregalou os olhos.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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