Ao ver Cláudia sair correndo, Sérgio disparou atrás dela. Antes de partir, lançou um último olhar para Amélia. Jamais, em seus piores pesadelos, imaginou que a fortuna do Grupo Sousa cairia nas mãos dela!
Era uma ironia do destino. Ridículo, patético!
Daniel, vendo a avó e o pai partirem, correu atrás deles com suas pernas curtas.
— Vovó, Papai, me esperem!
Vitória observou a fuga desordenada e soltou uma risada debochada.
— Essa Família Barros, do velho ao mais novo, nunca esperou que o império Sousa fosse parar no seu colo. Olha só para eles, com o psicológico em frangalhos!
Amélia sabia bem a verdade. O tratamento diferenciado de Cláudia sempre foi porque Nádia era a herdeira dos Sousa. O que aquela velha queria era o dinheiro deles!
Agora, o coração dela deve estar amargando o fel.
E que amargue. Eles merecem sofrer cada gota do que ela sofreu.
— É um belo começo — disse Amélia.
Ela se virou, fixando o olhar em Wilson Sousa, imóvel na cama hospitalar. No momento em que ele acordasse, o jogo acabaria.
Nádia receberia o castigo que merecia.
Afonso observava Amélia com intensidade.
— Foi você quem salvou a vida dele.
— Ele ainda não acordou. Como você pode ter tanta certeza? — retrucou Amélia.
— Porque eu confio na sua medicina — declarou Afonso, a voz firme.
Amélia sentiu o rosto esquentar levemente.
— Nem consegui fazer você andar novamente, e ainda assim confia em mim?
Afonso parecia ainda mais desconcertado que ela.
— Eu... eu simplesmente acredito. Incondicionalmente.
Vitória, ao lado, achou a cena deliciosa.
O rosto impenetrável do filho dela demonstrando embaraço? Aquilo era inédito.
Amélia sorriu, tentando dissipar a tensão.
— Não esperava que o Sr. Afonso fosse tão bom em oferecer suporte emocional.
— O suporte emocional dele é exclusivo para você! — disparou Vitória, rindo.
Vitória tomou a frente.
— Garoto, o que você faz aqui?
Embora Daniel tivesse mentido para incriminar Afonso antes, Vitória não conseguia odiá-lo, apenas por consideração a Amélia.
— Eu vim pedir desculpas para a minha mamãe.
Daniel olhou diretamente para Amélia, os olhos suplicantes.
— Mamãe, me desculpa. Eu errei. Comprei essas flores para pedir perdão. Por favor, aceita.
Ele não tinha ido embora? Por que correu para comprar flores?
O olhar de Amélia esfriou.
— Não é assim que funciona. Você não pode ferir as pessoas e esperar que um pedido de desculpas garanta o perdão imediato.
Ela já tinha dito. O laço de mãe e filho estava cortado.
O pânico tomou conta de Daniel.
— Mamãe, eu sei... eu sei que você não vai me perdoar agora, mas eu queria que você aceitasse as flores. Eu nunca vi você ganhar flores, mas sei que você sempre quis que o Papai te desse um buquê. Deixa eu fazer isso por você. Deixa eu te dar essas flores.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....