— Não é necessário. Eu não gosto de flores! — cortou Amélia.
Daniel, desesperado, insistiu:
— Mamãe, eu sei que você ainda está brava. Eu estou pedindo desculpas de coração, será que você não pode me perdoar?
Amélia estava surpresa com o gesto, mas a lógica não batia.
Ele tinha corrido atrás de Cláudia e Sérgio. Como voltou sozinho?
— Como sua avó permitiu que você comprasse flores para mim? — Amélia lançou a isca. Cláudia jamais autorizaria aquilo sem um motivo escuso.
Daniel gaguejou, entregando o jogo:
— A vovó disse... que agora que a mamãe vai ter as ações do Grupo Sousa... ela espera que você tenha piedade e... ajude a salvar a Família Barros.
Então era isso. O verdadeiro propósito das flores.
Amélia sentiu um gosto amargo de repulsa. A Família Barros mudava de cara mais rápido que camaleão.
Quando ela não tinha utilidade, era a caipira morta de fome. Agora que tinha valor, usavam a criança para agradá-la.
Eles tinham acabado de fugir, e no meio do caminho já tinham tramado isso? A velocidade da ganância era impressionante.
O olhar de Amélia escureceu.
— Você não veio pedir desculpas porque sente muito. Veio porque tem segundas intenções. Leve essas flores daqui. Eu não vou ajudar o Grupo Barros!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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