— Chamem a segurança! Agora! — ordenou Afonso.
Os seguranças entraram, confusos.
A missão deles era proteger Wilson de ataques físicos, não vigiar arranjos florais.
— Onde estão as flores que estavam naquela mesa? — trovejou Afonso.
Os homens se entreolharam, nervosos.
Com a morte do paciente e o caos da reanimação, a vigilância sobre objetos triviais tinha relaxado.
— Flores? Não sabemos, senhor.
— Elas não criaram pernas e saíram andando! — gritou Afonso. — Quem entrou aqui depois que saímos?
Um dos seguranças, suando frio, lembrou-se:
— A limpeza... Sr. Afonso, logo depois que o óbito foi declarado, uma faxineira entrou. Ela estava com aquele carrinho grande de lixo hospitalar.
— Ela deve ter jogado as flores no carrinho e levado embora — concluiu Afonso, furioso. — Peguem as câmeras! Quero o rosto dessa mulher. E recuperem essas flores, mesmo que tenham que revirar o lixão da cidade!
— Sim, senhor!
Amélia encostou-se na parede, sentindo o mundo girar.
O desaparecimento das flores confirmava tudo.
Era a arma do crime.
E aquela arma... tinha sido entregue por Daniel.
— Chegamos tarde demais — murmurou ela.
Afonso tocou no ombro dela, tentando confortá-la.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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