— Chamem a segurança! Agora! — ordenou Afonso.
Os seguranças entraram, confusos.
A missão deles era proteger Wilson de ataques físicos, não vigiar arranjos florais.
— Onde estão as flores que estavam naquela mesa? — trovejou Afonso.
Os homens se entreolharam, nervosos.
Com a morte do paciente e o caos da reanimação, a vigilância sobre objetos triviais tinha relaxado.
— Flores? Não sabemos, senhor.
— Elas não criaram pernas e saíram andando! — gritou Afonso. — Quem entrou aqui depois que saímos?
Um dos seguranças, suando frio, lembrou-se:
— A limpeza... Sr. Afonso, logo depois que o óbito foi declarado, uma faxineira entrou. Ela estava com aquele carrinho grande de lixo hospitalar.
— Ela deve ter jogado as flores no carrinho e levado embora — concluiu Afonso, furioso. — Peguem as câmeras! Quero o rosto dessa mulher. E recuperem essas flores, mesmo que tenham que revirar o lixão da cidade!
— Sim, senhor!
Amélia encostou-se na parede, sentindo o mundo girar.
O desaparecimento das flores confirmava tudo.
Era a arma do crime.
E aquela arma... tinha sido entregue por Daniel.
— Chegamos tarde demais — murmurou ela.
Afonso tocou no ombro dela, tentando confortá-la.
Se as flores estivessem envenenadas ou tratadas com algo que desencadeasse a crise, a prova virou pó.
E seu filho estava no centro disso.
Uma dor aguda, física, atravessou o peito de Amélia.
Como Nádia conseguira convencer uma criança a fazer aquilo?
Ou pior... será que Daniel já estava tão corrompido por aquela família que fez conscientemente?
— Daniel deve ter sido usado — disse Afonso, lendo os pensamentos dela. — Ele deve achar que eram flores comuns. Nádia o manipulou.
— Manipulado... — repetiu Amélia, a voz fraca.
Era a esperança dela.
Porque a alternativa — de que seu filho escolheu ajudar a assassinar o tio para agradar a "tia Nádia" — era insuportável demais para uma mãe aceitar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....