Cláudia aproveitou a brecha, rápida como uma cobra:
— Isso é maravilhoso! O Daniel tem sofrido tanto bullying na escola por causa da pobreza... Ele nem queria mais ir à aula. Mas com o Grupo Sousa por trás, tudo muda.
Nádia manteve o sorriso congelado, esperando o golpe.
E ele veio.
Cláudia mudou a expressão para uma falsa preocupação:
— Nádia, querida... nós não podemos continuar vivendo naquele hotel. O Sérgio nunca está lá, está tentando salvar o que restou da empresa. Eu e o menino ficamos sozinhas, desprotegidas. Se algo acontecer, quem vai nos acudir?
Ela fez uma pausa dramática.
— O que você acha de nos mudarmos para a mansão da família Sousa? Só por um tempo, claro.
Nádia sentiu vontade de vomitar.
Cláudia não perdia tempo.
Wilson mal havia esfriado no caixão e ela já queria fazer o inventário dos vivos.
Queria comer a herança pelas beiradas.
"Ela acha que sou idiota?", pensou Nádia.
Mas então, uma ideia perversa surgiu.
Deixe-os vir.
A mansão era enorme.
Seria como ter dois cães de guarda no quintal.
E o melhor: Amélia saberia que seu precioso filho estava vivendo sob o teto da inimiga, sustentado pelo dinheiro que Nádia roubou.
Isso destruiria Amélia ainda mais.
— A senhora tem toda razão, sogra — disse Nádia, doce como mel envenenado. — Foi falha minha. Com a morte do meu irmão e a doença dos meus pais, minha cabeça ficou a mil. É perigoso ficarem no hotel. Venham hoje mesmo.
Cláudia quase pulou de alegria.
O primeiro passo para a invasão estava concluído.
— Sabia que podia contar com você! Assim que o Sérgio reerguer o Grupo Barros, sairemos, prometo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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