— Pai! Ai! Tá doendo! Tá doendo! — gritou Daniel, contorcendo-se de dor.
Sérgio parecia cego de fúria.
Cláudia correu para puxar o braço dele:
— Sérgio! Solta ele! Você ficou maluco? Ele é o único herdeiro da família Barros! É nossa única esperança!
Nádia assistia à cena com desprezo.
"Esperança da família Barros"? Que piada.
Mas ela precisava manter o personagem.
— Sérgio, pelo amor de Deus, solte o menino! — gritou Nádia, fingindo pânico.
Sérgio soltou Daniel, empurrando-o levemente.
O menino correu para trás das pernas da avó, choramingando, sem entender por que o pai estava tão furioso se todos diziam que ele fez a coisa certa.
Nádia ajeitou a postura e disparou:
— Sérgio, se não fosse pelo Daniel resistindo à lavagem cerebral da Amélia, eu estaria presa agora! E se eu fosse presa, adeus Grupo Sousa. Adeus chance de reerguer sua família patética!
— A Amélia jamais faria lavagem cerebral em ninguém — retrucou Sérgio, convicto. — Se ela disse algo, é porque é verdade.
A fé cega de Sérgio em Amélia fez o sangue de Nádia ferver.
Ele era obcecado por aquela mulher!
Cláudia interveio, venenosa:
— A Amélia queria que o Daniel mentisse! Queria que ele dissesse que a Nádia mandou envenenar as flores do quarto do Wilson!
Sérgio parou, confuso:
— Que flores? Do que vocês estão falando?
Ele não sabia de flor nenhuma.
Nádia olhou para Daniel, incitando-o a falar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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