— Sem querer? — Amélia o cortou, impaciente. — Ele fez de propósito. Se vai pedir desculpas, não minta. A atitude precisa ser sincera.
Sérgio estava a ponto de explodir. Ele não os chamou ali para isso. Mas, pelo bem maior, conteve a fúria.
— Desculpem, crianças da família Vieira. Meu filho foi agressivo e eu serei mais rígido na educação dele daqui para frente.
Amélia voltou-se para Daniel:
— Seu pai já se desculpou. Você não vai fazer o mesmo?
Daniel preferia morrer a pedir desculpas, mas sob o olhar ameaçador do pai, resmungou a contragosto:
— Desculpe. Fui imprudente. Vou prestar mais atenção.
Amélia assentiu, fria.
— Aceitável. Lucas, Tânia, vocês o perdoam?
— Acho que ele aprendeu a lição — disse Lucas.
— Então vamos.
Amélia saiu com as crianças, deixando para trás um Sérgio humilhado. Aquele deveria ser o dia de sua glória, o dia em que Amélia se arrependeria amargamente. Em vez disso, ele parecia um cão chutado.
Neusa, ao lado dele, alfinetou:
— Essa Amélia é uma atriz de primeira. O Grupo Barros renascendo e ela nem aí para você. Mas também, você deve ser um fracasso como homem. Aposto que é ruim de cama e tem esse gênio horrível!
Sérgio fuzilou Neusa com o olhar. Se ela não fosse sua sócia, já teria voado pela janela.
— Por que está me olhando assim? Só disse a verdade.
[...]

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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