A costelinha agridoce parecia especialmente tentadora, brilhando sob a luz.
Amélia sentiu água na boca. Afonso, percebendo o desejo dela, entregou-lhe os talheres imediatamente.
— Prove. Veja como está o sabor.
Amélia pegou um pedaço e colocou na boca. O sabor explodiu em sua língua, um equilíbrio perfeito.
— Hmmm! Delicioso!
Ao ver os olhos de Amélia se arregalarem de prazer, a tensão nos ombros de Afonso se dissipou. Graças a Deus ela gostou.
— É incrível, Afonso! Juro que é a melhor costelinha que já comi na vida. Como você cozinha tão bem? Fez algum curso?
— Segui uns tutoriais na internet — respondeu ele, modesto.
— Só com tutoriais da internet e ficou assim? Você tem talento para tudo o que faz, é impressionante.
Amélia cozinhava bem, mas tinha sido à base de muito esforço e erros. Perceber que algumas pessoas simplesmente tinham o dom era fascinante.
Lucas e Tânia também provaram.
— Uau, papai! Está muito bom! — exclamou Lucas.
Tânia fez um sinal de positivo com o polegar, radiante.
— Vamos comer, então.
Os quatro sentaram-se à mesa. Lucas e Tânia não paravam de servir comida no prato de Amélia.
— Amélia, come mais esse aqui.
As crianças olhavam para o pai com admiração. Ele realmente sabia o caminho para o coração — e o estômago — de Amélia.
— Já tem muita comida, vocês precisam comer também!

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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