— Certo, estou indo então.
Neusa sorriu, satisfeita. Aquele cara recebeu um investimento bilionário e nem sequer comprou um carro decente para si mesmo. Mas tudo bem, o que não faltava a ela eram carros de luxo. Ela esperava que, dessa vez, ele conseguisse levar Amélia para aquele jantar à luz de velas. Neusa pensou um pouco e achou que talvez não fosse tão garantido assim. Melhor seguir escondida para ver o resultado.
...
Amélia saiu do trabalho e estava prestes a ir para casa quando foi bloqueada por uma Ferrari vermelha. Estranhando a situação, ela viu Sérgio descer do carro, segurando um buquê gigantesco de rosas vermelhas vibrantes, caminhando em sua direção. As pessoas na rua pararam para cochichar. A Ferrari já chamava atenção por si só, e somada a Sérgio — um homem de ombros largos, cintura estreita e rosto bonito — segurando aquele mar de flores, era impossível não olhar.
— Para quem será que são as flores? Que inveja...
— Esse carro é lindo demais, custa pelo menos três milhões. E aquelas rosas... dá até vontade de namorar.
— Aquele não é o Sérgio? O presidente do Grupo Barros.
— Ouvi dizer que o Grupo Barros fechou uma parceria de bilhões com o Grupo Paiva. O sucesso dele é questão de tempo.
— Será que é para a Amélia? Parece que o Sérgio não consegue esquecer a ex-mulher. Talvez os boatos com a cunhada fossem mentira e ele realmente amasse a esposa.
— Que inveja da Amélia! De um lado o Afonso, do outro o Sérgio. Se eu tivesse um desses, já teria ganhado na loteria da vida.
Diante dos olhares invejosos da multidão, Amélia se sentiu desconfortável. Ela detestava ser o centro das atenções. Sérgio se aproximou, flores em punho. — Tem um tempo? Posso jantar com você?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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