Ela disse que não o deixaria. Disse que o salário dela, embora não fosse uma fortuna, dava para os quatro!
Ela queria sustentá-los? Ah, que maravilha.
Os cantos da boca de Afonso tremeram num sorriso difícil de conter.
— De presidente do Grupo Vieira a um dono de casa... Eu nunca parei para pensar em como você se sentia. Só achava sua comida deliciosa e deixava você cozinhar. Desculpe. Eu deveria ter me preocupado mais. Você deve se sentir entediado em casa.
Amélia sentiu uma onda súbita de culpa.
Afonso acariciou a cabeça dela com ternura.
— O que se passa nessa cabecinha? Tem medo de que eu fique deprimido por não ter nada para fazer? Fique tranquila. Já estou procurando um ponto comercial. Pretendo contratar chefs e abrir um restaurante chinês. Pode não render tanto quanto o Grupo Vieira, mas vai dar para colocar comida na mesa. E se der errado... bem, ainda tenho você para me sustentar, não é?
O sorriso de Afonso era radiante.
Amélia percebeu que tinha exagerado na preocupação. Ele era Afonso, afinal! Não seria derrotado tão facilmente.
— Um restaurante chinês parece ótimo. Eu vou lá ajudar quando puder.
— Nós também vamos ajudar! — exclamou Lucas.
Tânia escreveu no tablet: [Vou ajudar.]
— Combinado. Estou planejando tudo, e na inauguração, todos vocês vão trabalhar.
Amélia sentiu uma felicidade genuína. A sensação de ter alguém em quem confiar era indescritível.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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