— Como não é culpa do Sérgio? Aquele pé-frio deve ter ofendido o presidente do Grupo GZ de alguma forma! O pessoal do Grupo GZ foi claro: é porque investimos no Grupo Barros. Disseram que estou ficando velho e cego, que sou inútil, e por isso não querem mais parceria!
Wesley estava vermelho de raiva.
— Fomos arrastados para a lama pelo Sérgio, e você ainda implora por ele?
— Como isso é possível? Deve haver um mal-entendido. Pai, você não pode retirar o investimento, dê uma saída para o Sérgio!
Wesley levantou a mão, furioso, pronto para dar um tapa em Neusa.
Sérgio, que esperava na porta por uma audiência, invadiu a sala imediatamente.
— Não toque nela!
Sérgio correu e protegeu Neusa com o próprio corpo.
— Estou educando a minha filha! O que um estranho tem a ver com isso? — gritou Wesley.
Wesley estava arrependido até a alma. Jamais deveria ter ouvido a filha e investido bilhões no Grupo Barros.
Ele sabia que a filha era apaixonada por Afonso, mas Afonso nunca deu bola para ela. Até aí, tudo bem. Mas Afonso rejeitar sua filha preciosa por uma mulher divorciada e com filhos? Isso era um insulto supremo ao Grupo Paiva.
Por isso, quando Neusa sugeriu investir no Grupo Barros para humilhar Afonso e mostrar poder, ele concordou na hora. Queria provar que sua filha era a realeza do País Alfa.
Mas quem diria que esse movimento ofenderia o dono do Grupo GZ?
Esse Sérgio não tinha talento nenhum, mas tinha o dom de irritar gente poderosa. Wesley queria chutar tanto a filha quanto Sérgio para fora de sua casa.
— Eu sei que o senhor está chateado porque o Grupo GZ cancelou a parceria. Eu entendo. Mas agora devemos nos unir para resolver isso, não partir para a violência — disse Sérgio, tentando manter a dignidade.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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