A voz de Amélia soou fria e impiedosa:
— Se ele tivesse vindo sozinho, seria por conta da casa. Mas como ele veio trazido por você, vai pagar cada centavo. Ou você acha que pode usar meu filho como vale-refeição eterno?
O rosto de Cláudia retorceu-se de ódio.
— Você é desprezível! De onde vem toda essa arrogância, Amélia? Meu filho é o presidente do Grupo Barros! O Grupo Paiva acabou de investir dez bilhões na empresa dele. Você tem noção do que são dez bilhões? Você teria que vender comida por mil encarnações e não juntaria esse dinheiro!
Cláudia soltou uma risada debochada:
— Que pena que você é tão limitada, preferindo ficar com um aleijado. Escute bem: se você for agora rastejar aos pés do meu filho, talvez, só talvez, ele tenha pena e aceite você de volta.
— Então o filho dessa velha é o tal presidente do Grupo Barros? E ela é a Amélia?
— Por isso achei o rosto familiar! Gente, esse almoço está rendendo mais drama que novela das oito.
Amélia manteve a postura ereta e disparou:
— O Grupo Paiva já cancelou a parceria com o Grupo Barros. Aqueles dez bilhões nem esquentaram no bolso e já foram recolhidos. Você não sabia?
Cláudia empalideceu instantaneamente. Sérgio não aparecia em casa há dias. Ela ouvira rumores, mas preferiu ignorar. Ouvir isso da boca de Amélia, no entanto, a fez explodir de raiva.
— Mentirosa! Você inventa isso porque morre de inveja do sucesso do meu filho. Ele está muito próximo da senhorita do Grupo Paiva, o futuro dele é brilhante. Já você... vai passar o resto da vida cuidando de um inválido. Sinceramente? Tenho pena de você.
— Pena de mim? — Amélia riu, um som genuíno de escárnio. — Você é patética. O Afonso tem uma dificuldade na perna, e daí? Em que isso o diminui? Ele não é um homem bonito?


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Comentários
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