Seu filho também escolhera ficar com Afonso e Amélia.
E ele? O que sobrava para ele? Seu grupo empresarial tinha acabado, sua família tinha acabado. Ele não tinha nada. Era um fracassado completo.
Neusa observava Sérgio se autodestruir, copo após copo.
Com o coração apertado, ela avançou e segurou o braço dele:
— Pare de beber! O que está fazendo? Vai acabar morrendo desse jeito!
— Que morra, então — resmungou Sérgio, a voz pastosa. — Já não tenho nada. Minha família se foi, minha empresa, minha carreira… acabou. Daqui para frente, sou apenas um lixo inútil.
Neusa não esperava que o encontro com Amélia deixasse Sérgio tão devastado. Nos últimos dias, mesmo com a crise, ele não parecia derrotado.
— Sérgio, o que houve? Foi você quem me disse para não desistir, para não me deixar abater. Por que agora essa decadência repentina? É por causa da Amélia?
Sérgio não respondeu, apenas virou mais uma dose.
— O colapso nos negócios não te derrubou, nem a dívida milionária… Mas a Amélia não querer voltar para você, isso te destrói?
— Ela me amava tanto… — balbuciou ele, o olhar perdido. — Os olhos dela brilhavam só para mim. E eu a perdi. Todo o meu esforço era para dar uma vida boa a eles, à mãe e ao filho. Eu não sei… não sei como cheguei a esse ponto. Perdi tudo, perdi minha esposa, meu filho. Sou o homem mais inútil deste mundo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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