A presença dela ali só serviria para cobrir a Família Sousa de vergonha.
— Afonso, vamos embora. Não quero ser o centro desse circo — sussurrou Amélia, sentindo os olhares queimarem sobre si.
Mas já era tarde. Alguém na multidão apontou, a voz carregada de veneno:
— Meu Deus, aqueles são a Amélia e o Afonso? Como essa mulher tem a coragem de mostrar a cara aqui? Ela nem é filha de sangue da Família Sousa!
— Ah, mas a coragem vem da ganância, querida. Agora que a Família Sousa fechou aquele contrato bilionário com o misterioso dono do Grupo GZ, eles viraram a galinha dos ovos de ouro. O futuro do Grupo Sousa é brilhante, e ela não largaria essa teta por nada nesse mundo.
— Exato. Veio rastejar e bajular, na esperança de sobrar alguma migalha.
Nesse momento, Sebastião avistou o casal. Seus olhos brilharam com malícia. Ele caminhou até eles com aquele gingado arrogante de quem se acha o dono do mundo.
— Ora, ora, olha quem encontramos aqui! Afonso, quem diria que suas pernas voltariam a funcionar, hein? — Ele soltou uma risada debochada. — Uma pena que, mesmo com as pernas boas, você não tenha mais qualificação para pisar no Grupo Vieira. Foi enxotado como um cão sarnento.
Ele olhou de Afonso para Amélia com desprezo.
— Vocês dois se merecem. Um expulso da Família Sousa, o outro chutado da Família Vieira. Podem se juntar e abrir uma fábrica de vassouras, já que nasceram para serem varridos para fora!
A piada de mau gosto de Sebastião arrancou risinhos contidos de alguns bajuladores ao redor.
Afonso, com o rosto gelado como mármore, retrucou:
— Você está achando esse lugar entediante, Sebastião? Está querendo sair daqui numa maca?
— Está me ameaçando? — Sebastião estufou o peito, olhando para os lados. — Com tanta gente aqui? Eu te aviso, não faça nenhuma loucura. Esta é a festa de celebração do Grupo Sousa para o Grupo GZ. Se você ousar fazer um barraco aqui, não estará apenas desrespeitando os Sousa, mas cuspindo na cara do Grupo GZ. Ouvi dizer que o dono do Grupo GZ vem pessoalmente hoje. Se você arruinar a festa, mesmo que tenha tido algum contato com ele no passado, considere-se um homem morto.
— É mesmo? E o que você veio fazer aqui? Tentar lamber as botas do dono do Grupo GZ para ele retomar a parceria com o Grupo Vieira?
— Acha que eu não tenho capacidade para isso? — Sebastião rosnou.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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