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Vamos nos Divorciar, Sr. Bilionário! romance Capítulo 23

Mark pigarreou quando percebeu que eu não levantava o olhar. "Sydney?"

Olhei para ele com um sorriso. "Desculpa aí, me distraí. O que você estava dizendo?"

Os olhos dele desviaram até meu celular e ficaram um momento ali, e achei ter visto seu maxilar apertar. Mas, quando ele falou de novo, a voz estava calma e suave. "É pra você."

"Ah, sim, claro," respondi meio embaralhada e logo peguei a caixa que ele estendia para mim.

Ele ficou ali parado, sorrindo, como se estivesse esperando algo. Pensei em transferir logo o dinheiro do término pra ele e aproveitar pra pegar algumas das minhas coisas essa noite. Assim, eu passaria as primeiras horas do dia com Grace. Mas, então, olhei de novo para o presente que ele me deu e voltei a encará-lo.

Ele nunca tinha me dado um presente antes. Talvez fosse uma tentativa de me fazer desistir do divórcio. Eu simplesmente não consegui tocar no assunto agora.

"Obrigada," murmurei, analisando o objeto em minhas mãos. "É uma pulseira linda."

"Fiz questão disso," ele disse, mas sua voz já não tinha aquele tom de esperança que notei alguns minutos atrás. Ele enfiou as mãos nos bolsos. O ar ficou estranho de repente, como se o cômodo fosse pequeno demais para nós dois, enquanto ele me olhava fixamente.

"Vou dormir agora," falei, sem esperar por uma resposta ou reação dele. Virei nos calcanhares e fui direto para o meu quarto.

Quando acordei no dia seguinte, a primeira coisa que vi foi a pulseira que tinha deixado na mesinha ao lado da cama. Nem me dei ao trabalho de experimentá-la.

O que deu nele de repente? Por que um presente assim, do nada? Suspirei e desviei o olhar, pegando meu celular para enviar uma mensagem rápida e fofa de aniversário para Grace.

Aproveitei para mandar mensagem ao fornecedor com quem eu tinha compromisso hoje, só pra confirmar se nosso encontro ainda estava de pé. Grace e eu estávamos considerando expandir a Luxe Vogue com uma linha masculina, o que certamente daria um reforço nas vendas. Pedi à minha assistente que encontrasse fornecedores de roupas masculinas e ela me passou uma lista com dez nomes, incluindo informações sobre cada um deles e o histórico de mercado.

Reduzi a lista para três fornecedores e mandei uma mensagem para cada um deles. Dentre os três, o que mais me chamou atenção foi um fornecedor muito profissional que demonstrava amplo conhecimento da área de moda masculina. O nome dele era Bran. Ele estava no mercado fazia anos e mostrava ser realmente bom no que fazia. Tinha a mente aberta e disposição para colaborar. Era o parceiro perfeito para esse projeto.

Levantei para escovar os dentes e me arrumar. Quando voltei, já tinha uma resposta dele. Bran também havia enviado o endereço que eu tinha pedido.

Franzi a testa ao ver o local indicado. Era um café, mas nunca tinha ouvido falar dele.

Chamei um táxi e passei o endereço ao motorista. Pela expressão dele quando viu pra onde eu queria ir, parecia que tinha algo pra dizer, mas acabou ficando quieto.

Dei de ombros e entrei no carro.

Quanto mais nos aproximávamos do local, mais desertas as ruas ficavam.

O motorista parou na frente de um prédio velho, que era o tal café.

"Chegamos," ele pigarreou, batendo os dedos no volante com impaciência.

Desci do táxi e paguei a corrida. Olhei para o café, que parecia abandonado. O poste que segurava a placa estava torto, quase caindo, e a placa balançava com o vento.

Por que alguém escolheria um lugar assim para um encontro? Pensei em perguntar ao motorista se ele conhecia o lugar, mas ele já tinha ido embora.

Fiquei ali, no meio do nada, e liguei para o número de Bran. "Estou no café, mas não vejo você aqui."

"Eu estou no café," a voz dele, simpática, veio pelo alto-falante. "Entre, por favor."

Respirei fundo e fui até lá. A porta rangeu alto quando a empurrei, e uma onda de poeira subiu no ar.

Abanei a poeira com a mão enquanto meus olhos scaneavam o ambiente. O lugar estava vazio, não havia recepcionista nem ninguém para atender. As mesas e cadeiras estavam surpreendentemente limpas, considerando o aspecto abandonado. Esperava ver poeira e teias de aranha por todo lado.

Ambos caímos ao chão com um estrondo. Rapidamente me recompondo, peguei o spray de pimenta no bolso e direcionei ao rosto dele. O homem começou a se contorcer, gritando e esfregando o rosto com desespero.

Deixei-o ali e guardei o spray novamente de forma segura. Levantei e me virei para os outros dois homens, que se colocaram firmes à minha frente. Entre eles, eu conseguia ver Bran sentado calmamente em sua cadeira, com um dos pés apoiado no outro joelho. Ele tinha um sorriso provocador enquanto me observava.

Tentei acertar um soco em um deles, mas ele desviou com facilidade. Rapidamente, me abaixei e investi nas pernas deles. Com muito esforço, fiz ambos perderem o equilíbrio e caírem. Enquanto eles lutavam para se libertar, minhas pernas tentavam prendê-los firmemente. Estendi a mão para pegar meu taser no bolso traseiro, mas antes que pudesse alcançá-lo, um deles agarrou meu cabelo e me puxou para cima sem esforço.

Agora, estávamos cara a cara. "Vadia!" Ele cuspiu, seguido de um tapa que me deixou com a visão momentaneamente desfocada.

De repente, o som de vidro se quebrando ecoou pelo lugar. Uma figura atravessou a parede de vidro do café.

O homem me jogou de lado. Meus olhos tentavam focar enquanto eu observava os dois homens avançarem contra o estranho que agora estava ereto diante deles, em uma postura confiante.

Ele é um deles?

Poucos segundos depois, antes de atacarem, respondi minha própria pergunta.

Como um verdadeiro profissional em combates, ele acertou os dois com facilidade, abrindo caminho até mim. Meus músculos se tencionaram, esperando um ataque. Mas, ao invés disso, ele me lançou um sorriso autoconfiante e ajudou-me a levantar.

"Ciao, bellissimo."

Luigi? O que ele estava fazendo aqui?

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