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Vendida ao Sheik romance Capítulo 152

Khandra

Depois do banho, desci as escadas com o coração pesado. Meu corpo ainda estava quente, mas a minha mente já tinha voltado para o caos que aquela noite tinha se tornado. Pashir me esperava perto da porta, apoiado na parede, mexendo no telefone. Quando me viu, guardou o aparelho sem dizer uma palavra.

Entramos no carro em silêncio.

Nenhum de nós dois falou nada durante o trajeto. Eu observava as luzes de Dubai passando pela janela, tentando organizar os pensamentos. Não era ciúme. Não era medo de perder Pashir. Era algo mais profundo: a sensação de que Maisha estava disposta a tudo para me colocar como vilã dessa história.

Seguimos direto para o hospital particular onde ela estava em observação. Um lugar luxuoso, silencioso, com cheiro forte de limpeza e corredores amplos, frequentado por famílias importantes. Assim que entramos, Pashir foi até a recepção e pediu informações. Antes de ir ao quarto, fez questão de falar com a médica responsável.

Eu fiquei alguns passos atrás, observando.

A médica explicou com calma que Maisha havia relatado sintomas estranhos, mas que, naquele momento, ela estava estável. Já tinha sido medicada, estava hidratada, e um ultrassom seria feito no dia seguinte para confirmar se estava tudo bem com o bebê.

Vi o alívio passar pelo rosto de Pashir.

E, por mais contraditório que fosse, eu também respirei aliviada. Eu não queria que aquela criança sofresse. Nunca quis.

Seguimos pelo corredor até o quarto. Antes mesmo de chegarmos à porta, vi Maria, a mãe de Maisha, sentada em uma das cadeiras. Ela se levantou assim que nos viu. O olhar dela era firme, atento, como alguém que já tinha decidido tudo antes mesmo da conversa começar.

Quando Pashir deu um passo em direção à porta, ela se colocou à frente.

— Boa noite. Antes de entrar, precisamos conversar.

A voz era educada, mas carregada de autoridade.

— Você é o pai do filho da minha filha, não é? Então temos assuntos importantes para tratar.

Senti meu maxilar travar. Aquilo não me agradou nem um pouco.

— Com todo respeito, Dona Maria, falei, controlando o tom, esse assunto deveria ser resolvido entre ele e sua filha.

Ela virou o rosto lentamente para mim, analisando cada detalhe da minha expressão.

— Boa noite novamente, Khandra.

— Não estou pedindo. Estou dizendo.

Respirei fundo, mas permaneci em silêncio.

— Tudo que envolve minha filha envolve a mim.

— Você é mãe. Sabe exatamente o que isso significa.

Ela cruzou os braços e continuou, agora olhando para nós dois.

— Não me trate como alguém que não tem direito de se meter. Minha filha pode ter a idade que for, eu continuo sendo mãe.

— E se quiserem falar com ela, essa conversa acontece primeiro comigo.

O tom dela se tornou mais duro.

— O que aconteceu hoje foi vergonhoso. Duas mulheres brigando em público.

— Uma grávida. A outra mãe de duas crianças. Isso não é comportamento aceitável.

Senti o sangue ferver.

— Essa criança não vai morar com vocês, ela completou.

— Ela ficará comigo.

Pashir deu um passo à frente.

— Como assim eu não posso acompanhar a gravidez? Esse é meu primeiro filho. Eu quero estar presente.

Maria respirou fundo, como quem tenta manter a paciência.

— Então precisamos conversar com calma.

Capítulo 152 1

Capítulo 152 2

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