Narrado por Khaled
O casamento havia sido grandioso. Do jeito que deveria ser. Mas, por mais esplêndida que tenha sido a cerimônia, minha mente já estava focada em algo muito mais importante: a lua de mel.
Lara e eu saímos do palácio sob uma chuva de pétalas, com nossos convidados nos observando e celebrando. Minha mãe e meu pai nos deram as bênçãos, e logo estávamos a caminho do aeroporto.
Nosso destino? Omã.
Escolhi Omã porque era um dos lugares mais belos do Oriente Médio. Diferente do ritmo frenético de Dubai, Omã era um refúgio. As praias, as montanhas, o deserto… tudo ali exalava mistério e encanto. Queria que Lara tivesse uma experiência inesquecível.
O voo foi tranquilo. Lara olhava pela janela, observando as luzes da cidade ficarem para trás. Ela parecia nervosa. Eu sabia o motivo.
— Você está apreensiva? — perguntei, quebrando o silêncio.
Ela hesitou antes de responder:
— Só… tentando processar tudo.
Sorri de lado. Ela era fascinante.
— Relaxe. A noite é nossa.
Ela desviou o olhar, e eu vi seu rosto corar levemente. Linda.
Assim que pousamos em Omã, um carro de luxo nos levou direto para o resort privativo.
O lugar era um paraíso escondido. Um refúgio entre montanhas e mar, com uma arquitetura tradicional, cheia de detalhes em ouro e madeira entalhada. Nosso quarto ficava em uma vila exclusiva, com uma piscina infinita e uma vista direta para o oceano.
— Isso é… inacreditável — Lara sussurrou ao entrar na suíte.
A iluminação era suave, criando um clima íntimo. O aroma de jasmim e âmbar pairava no ar. No centro do quarto, a enorme cama com lençóis de seda nos esperava.
Me aproximei dela lentamente.
— Espero que seja do seu agrado — murmurei contra sua orelha.
Ela estremeceu.
Meu Deus… Ela era tão sensível.
Lara virou-se para mim, os olhos brilhando com um misto de curiosidade e nervosismo.
— Você sempre viaja para lugares assim?
— Não. Mas essa é uma ocasião especial.
Passei os dedos levemente pelo rosto dela, sentindo sua pele macia. Lara prendeu a respiração.
— Khaled…
Meu nome nos lábios dela soava diferente.
Eu sabia que precisava ter paciência. Lara era virgem. Nunca havia sido tocada por ninguém. E agora, pertencia a mim.
— Você confia em mim? — perguntei, minha voz baixa.
Ela hesitou, mas depois assentiu.
— Sim.
Sorri.

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