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Vendida ao Sheik romance Capítulo 30

Narrado por Lara

Minhas mãos tremiam enquanto eu abria a gaveta e pegava a camisola de cetim claro. Era leve, quase translúcida, e eu mal conseguia olhar para ela sem sentir o estômago revirar. A ordem ainda ecoava na minha mente, como uma sentença:

“Hoje você vai dormir no meu quarto. E eu não aceito negativa.”

Engoli em seco.

Troquei de roupa devagar, sentindo a pele arrepiar a cada pedaço de tecido que tocava meu corpo. Eu estava com medo. Não era mais um medo vago, uma sensação... era real. Palpável.

Terminei de me vestir, respirei fundo e saí do quarto. Cada passo pelo corredor parecia me levar direto para o centro de um abismo.

A porta do quarto dele estava entreaberta. Empurrei devagar, revelando a luz baixa, o ambiente perfumado, e Khaled sentado na beirada da cama, com um copo de uísque na mão.

Ele levantou os olhos lentamente. Quando me viu, não disse nada por alguns segundos. Apenas me observou. Eu podia sentir o julgamento no olhar dele, mas também algo mais... algo mais escuro.

— Por que você está me evitando? — ele perguntou, com a voz baixa, mas firme.

Eu abaixei a cabeça. Minhas mãos se cruzaram na frente do corpo, como se aquilo pudesse me proteger de alguma coisa.

— Lara. — A voz dele ficou mais dura. — Eu perguntei por que está me evitando.

Minha garganta travou. O coração batia tão alto que parecia estar preso nos meus ouvidos. Mas eu não podia mais fingir. Eu não podia mais engolir tudo como se fosse normal.

Levantei os olhos e murmurei, com a voz falhando:

— Porque você matou aquele homem.

Khaled não demonstrou surpresa. Nem culpa. Ele apenas continuou me encarando com uma calma assustadora.

— Eu sei que foi você. Vi na TV. Aquele homem era seu rival. A família dele…

— Você não tem nada a ver com os meus negócios. — ele me cortou, a voz ainda baixa, mas carregada. — Você não deveria estar prestando atenção nisso.

— Como não? — explodi, recuando um passo. — Você quer que eu viva com você, durma com você, transe com você, e simplesmente finja que não sei que estou casada com um assassino?

A palavra saiu com um gosto amargo. Mas era verdade.

Ele ficou de pé. Largou o copo na mesa de canto com um leve clique, que soou mais ameaçador do que se ele tivesse gritado.

Andou até mim. Cada passo dele me fazia recuar um pouco mais, até que estávamos a poucos centímetros um do outro.

Ele levantou a mão e tocou meu rosto.

— Eu gosto de você, Lara. Estou completamente apaixonado por você.

Fechei os olhos com força. A mão dele queimava sobre minha pele.

— E é por isso que eu não quero que você se relacione comigo com medo. Isso não seria bom para nós dois.

— Então por que está me obrigando a ficar? — sussurrei.

— Porque se eu te deixo ir, eu vou ter que arrumar outra esposa.

Abri os olhos, indignada.

CAPÍTULO 30 – ENTRE O MEDO E A VERDADE 1

CAPÍTULO 30 – ENTRE O MEDO E A VERDADE 2

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