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Vendida ao Sheik romance Capítulo 59

Narrado por Ranya

Eu não dormi.

A luz daquela sala fria permanecia acesa o tempo inteiro. Meus olhos ardiam. A pele colada ao chão gelado parecia gritar por socorro, mas ninguém ouvia. Desde que Youssef me deixou ali, horas antes, o silêncio tinha sido minha única companhia. Silêncio e o som do meu próprio coração batendo cada vez mais rápido.

Pensar era uma tortura. Toda hora eu lembrava do olhar de Khaled no corredor. Da firmeza com que ele pronunciou minha sentença, sem levantar a voz, sem ameaçar, sem discutir. Apenas com a calma de quem já decidiu que você não vale mais nada.

Eu achava que era esperta. Que podia brincar de espionagem com as irmãs da esposa dele e sair ilesa. Mas aquele homem não deixava brechas. E agora eu estava presa, trancada e, pelo que parecia... condenada.

Quando a porta se abriu com violência, eu já não sabia mais se era dia ou noite.

Dois homens entraram. Eram diferentes dos seguranças da casa. Não usavam o uniforme preto discreto, nem tinham o olhar profissional e frio da guarda de Khaled. Esses pareciam ter saído de um mercado negro. Roupas simples, calçados sujos de areia, braços fortes, semblantes sombrios.

— Em pé. — disse o mais alto. — Você já ficou tempo demais deitada.

— Quem são vocês? — minha voz saiu rouca, quase não reconheci meu próprio som.

— Seus novos donos. — respondeu o segundo, com um sorriso nojento. — Vamos. Já está tudo pago.

— O quê?

— Você foi vendida. — disse o primeiro, como quem avisa que o jantar está pronto.

O chão se abriu sob meus pés. Eu tentei correr, mas minhas pernas não obedeceram. Tentei gritar, mas minha garganta travou.

Eles me puxaram pelo braço, com força. Me jogaram contra a parede. Um deles colocou uma algema plástica nos meus pulsos enquanto o outro enfiava uma mordaça dentro do bolso.

— Por favor! — consegui gritar. — Por favor, não! Eu trabalho aqui! Eu sou só empregada!

— Não é mais. — disse o mais velho. — Agora é carga. Khaled disse que não vale nem uma moeda a mais do que já foi paga.

— NÃO! — gritei, me debatendo. — POR FAVOR! NÃO ME FAZ ISSO!

Me puxaram pelo corredor com brutalidade. As solas dos meus sapatos raspavam contra o piso de mármore enquanto eu tentava me segurar nas paredes, nas pilastras, em qualquer coisa. A dor nos meus braços era insuportável.

E então, no topo da escada... eu vi ela.

Lara.

Ela estava em pé, de robe branco, os cabelos soltos, olhos arregalados, olhando tudo como se estivesse vendo um pesadelo tomar forma.

— RANYA?! — a voz dela cortou o ar como um trovão. — O QUE ESTÃO FAZENDO COM ELA?!

Eu me agarrei ao corrimão com todas as forças.

CAPÍTULO — EU FUI VENDIDA COMO UM ANIMAL 1

CAPÍTULO — EU FUI VENDIDA COMO UM ANIMAL 2

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