Olhando para a mulher intimidadora à sua frente, Carlos duvidava que ela fosse Beatriz, apenas alguém com o mesmo rosto.
A personalidade de Beatriz não era assim.
Mas ao vê-la ainda vestindo aquela camiseta preta grande e sem graça, ficou incerto.
Diante da desconfiança de Carlos.
Beatriz cerrou os olhos e levantou a mão: "Pá", deu um tapa na cara dele.
Carlos: — !!!
Após o som zumbindo em sua cabeça, Beatriz desferiu outro tapa.
Uma voz afiada soou: — Quem sou eu? Acha que por eu ter te mimado esses três anos você esqueceu como eu realmente sou? Acha mesmo que eu virei santa?
A frase "como eu realmente sou" fez o rosto de Carlos mudar drasticamente.
Ele levantou a cabeça atônito: — Você...
Beatriz se levantou, uma postura altiva que causava medo.
Carlos ainda não havia se recuperado da mudança repentina, e Beatriz pisou em cima da mão dele.
Exatamente a mão que acabara de apertar seu pescoço.
No momento em que os ossos foram esmagados, o peito de Carlos apertou: — O que você está fazendo?!
Beatriz pressionou os lábios, aumentando a força do pé e um "crack" soou, quebrando os ossos.
— Ah!
O grito rasgou o ar da casa.
Beatriz abaixou o olhar levemente: — Agora, lembra como eu realmente sou?
Os dedos de Carlos foram deslocados sob o pé, a dor o fez empalidecer.
Ele olhou para Beatriz com dificuldade, o rosto gentil sobreposto àquele olhar cruel.
Aquele perigo familiar fez Carlos se lembrar de como ela realmente era.
Lembrou-se também da crueldade dela quando eram inimigos na faculdade!
Aquela era a verdadeira face da terceira senhorita da família Viana!


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