Zoé Santos estava de pé no banheiro, com o celular dobrável ajustado como um microcomputador.
Seus dedos longos e ágeis digitavam com rapidez no teclado.
Na tela, mapas topográficos complexos e códigos verdes pulsavam, alternando rapidamente.
— Localização. — disse Zoé Santos, num tom preguiçoso.
No fone de ouvido preto, do outro lado, ouviu-se o som frenético de teclas. Três segundos depois, veio a resposta:
— Pronto!
— Envie alguém para dar suporte imediatamente. — ordenou uma voz firme e autoritária.
Passos apressados se afastaram.
A voz masculina, madura, continuou:
— Tem um assunto, não é urgente, mas acho que você vai ter que vir até a Cidade Capital quando puder.
Zoé Santos respondeu com um breve:
— Uhum.
Desligou a chamada, lavou as mãos e saiu do banheiro.
……
Talita Santos saiu do quarto, já trocada.
Samuel Castro lançou um olhar ao grupo reunido.
— Se está tudo pronto, vamos descer agora.
Todos assentiram e foram buscar seus instrumentos.
Samuel Castro acabara de pegar seu violino.
Um grito de surpresa soou às suas costas.
— Talita, seu violoncelo...
Samuel Castro se virou a tempo de ver Talita Santos pálida, encarando o próprio instrumento. As cordas do violoncelo estavam arrebentadas.
Ele se aproximou a passos largos, o cenho franzido:
— O que aconteceu?
Talita Santos balançou a cabeça, a voz trêmula:
— Eu não sei... Antes de ir me maquiar, eu chequei, estava tudo certo...
Naquele momento, Samuel Castro estava ao lado dela e também tinha visto que o instrumento estava em perfeito estado.
Com o semblante fechado, Samuel Castro olhou ao redor:
— Alguém viu se alguém se aproximou do violoncelo da Talita?
— Hoje de manhã estava todo mundo com pressa, e agora há pouco todos foram se trocar, ninguém ficou na sala... — A pessoa que falou interrompeu de repente, mirando a direção onde Zoé Santos praticava caligrafia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...