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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 150

Ainda bem que a família Santos não a afastou apenas porque ela empurrou Talita.

Uma pessoa com a mente e a visão tão estreitas como Zoé Santos, certamente não iria longe. Mais cedo ou mais tarde, acabaria causando um grande problema.

Talvez fosse por isso que a Vca nunca permitia que ela, como designer, aparecesse em público – seu comportamento era simplesmente excêntrico e autoritário demais.

O professor balançou a cabeça. Não é à toa que dizem que Zoé Santos tem uma reputação tão manchada.

Fazer uma coisa dessas…

Os rumores que circulavam pela escola sobre Zoé Santos, afinal, não eram exageros.

O Prof. Nivaldo lançou um olhar para Zoé Santos.

Duas filhas da família Santos brigando – não havia necessidade de chamar a polícia.

Ele se voltou para Patrícia Lacerda:

— Sra. Lacerda, já que se trata de um assunto familiar, é melhor que vocês conversem e resolvam entre si.

Se fosse para responsabilizar Zoé Santos, deveria comunicar oficialmente à escola, ou talvez tomar outra providência. Mas isso dependia de Talita Santos querer, ou não, dar uma chance para a irmã.

Patrícia Lacerda assentiu:

— Professor Nivaldo, desculpe pelo transtorno. Crianças dão trabalho mesmo.

Nesse momento, Zoé Santos sorriu de repente, um sorriso estranho e cheio de hostilidade. Seus olhos negros, frios, levantaram-se levemente:

— Quem disse que sou da família deles?

O Prof. Nivaldo ficou surpreso, achando que ela estava apenas falando por impulso.

Ele suspirou, tentando aconselhá-la com paciência:

— Zoé Santos, você ainda é muito jovem. Às vezes, na impulsividade, tomamos atitudes irracionais. Eu não vou ser duro com você. Peça desculpas à sua irmã, sua mãe e ela vão te perdoar.

Zoé Santos manteve o rosto frio e se virou para ir à sala dos professores.

Enquanto isso, os técnicos ainda tentavam descobrir qual hacker ousou invadir o sistema de monitoramento de uma escola em Cidade H.

Um deles estava prestes a pedir ajuda a algum colega sobre a possibilidade de restaurar o sistema.

— Com licença, pode deixar eu passar?

Uma voz baixa e fria soou acima de sua cabeça.

O técnico olhou para cima e deu de cara com aqueles olhos negros profundos, carregados de uma violência contida.

Um calafrio inexplicável subiu-lhe pela espinha.

Instintivamente, ele se levantou e cedeu o lugar.

A garota puxou a cadeira, sentou-se e começou a digitar rapidamente no teclado com seus dedos longos e ágeis.

O técnico observava, atônito, os códigos verdes surgindo velozmente na tela, surpreso com Zoé Santos.

O Prof. Nivaldo e um grupo de pessoas se aproximaram e presenciaram a cena.

Zoé Santos diante do computador era quase um espetáculo visual: a aura dela impunha respeito e transmitia uma força silenciosa.

Após alguns instantes de surpresa, o professor perguntou:

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