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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 151

Todos os olhares se voltaram para Talita Santos.

Era difícil descrever aqueles olhares—misturados de choque, perplexidade, desconfiança—como se, de repente, ninguém mais reconhecesse Talita Santos.

Zoé Santos, de braços cruzados e pernas elegantemente apoiadas na cadeira, olhava para a apavorada e atordoada Talita Santos com total desdém, uma ironia cortante pairando no ar, mesmo sem dizer uma única palavra.

Talita Santos sentiu toda a imagem de nobreza e dignidade que cultivara por mais de uma década ser arrancada à força, expondo suas fragilidades mais profundas diante de todos.

Sua mente simplesmente parou, restando apenas o instinto de negar.

Ela abriu a boca, balbuciando:

— Isso não é verdade...

— Tudo bem, então vamos chamar a polícia. — Zoé Santos apontou para a câmera de segurança, seus olhos sombrios e frios fixos em Talita Santos. — A delegacia tem perícia técnica.

Talita Santos conhecia bem as leis.

Não era só Zoé Santos que já era maior de idade; ela também. A ameaça de Samuel Castro a Zoé Santos, agora, pesava sobre seus próprios ombros.

Num instante, um medo avassalador tomou conta de Talita Santos; ela começou a tremer da cabeça aos pés.

Se o vídeo de segurança era ou não verdadeiro, bastava olhar para a expressão de Talita Santos para que todos tivessem sua resposta.

Prof. Nivaldo e o outro professor sentiam-se profundamente envergonhados.

O professor jamais imaginara que, no fim das contas, a verdadeira hipócrita era Talita Santos.

Os dois imediatamente pediram desculpas a Zoé Santos.

Prof. Nivaldo continuou:

— Zoé Santos, não precisa ligar para a polícia agora. Isso é muito sério, o Reitor Roberto já está vindo para cá.

Patrícia Lacerda, aflita, estremeceu ao ouvir isso.

Se essa história chegasse aos ouvidos do Reitor Roberto, seria o fim da admiração e da boa impressão que ele tinha por Talita Santos.

Pior ainda, poderia acabar com o apoio que o Reitor prometera à família Santos.

Não, isso não podia acontecer...

— Zoé! — Patrícia Lacerda, desesperada, intercedeu por Talita Santos. — Ela não fez por mal... Deve ter sido um impulso, só isso...

— Eu não me importo se foi de propósito ou não.

Zoé Santos a interrompeu, impaciente. Sua expressão gélida carregava uma agressividade contida; ela segurava o celular e ia marcando algo lentamente.

Deu um sorriso, a voz baixa, cortante e gelada:

— Eu me lembro muito bem das acusações que vocês fizeram contra mim há pouco. Que tal resolvermos tudo na delegacia?

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