Todos os olhares se voltaram para Talita Santos.
Era difícil descrever aqueles olhares—misturados de choque, perplexidade, desconfiança—como se, de repente, ninguém mais reconhecesse Talita Santos.
Zoé Santos, de braços cruzados e pernas elegantemente apoiadas na cadeira, olhava para a apavorada e atordoada Talita Santos com total desdém, uma ironia cortante pairando no ar, mesmo sem dizer uma única palavra.
Talita Santos sentiu toda a imagem de nobreza e dignidade que cultivara por mais de uma década ser arrancada à força, expondo suas fragilidades mais profundas diante de todos.
Sua mente simplesmente parou, restando apenas o instinto de negar.
Ela abriu a boca, balbuciando:
— Isso não é verdade...
— Tudo bem, então vamos chamar a polícia. — Zoé Santos apontou para a câmera de segurança, seus olhos sombrios e frios fixos em Talita Santos. — A delegacia tem perícia técnica.
Talita Santos conhecia bem as leis.
Não era só Zoé Santos que já era maior de idade; ela também. A ameaça de Samuel Castro a Zoé Santos, agora, pesava sobre seus próprios ombros.
Num instante, um medo avassalador tomou conta de Talita Santos; ela começou a tremer da cabeça aos pés.
Se o vídeo de segurança era ou não verdadeiro, bastava olhar para a expressão de Talita Santos para que todos tivessem sua resposta.
Prof. Nivaldo e o outro professor sentiam-se profundamente envergonhados.
O professor jamais imaginara que, no fim das contas, a verdadeira hipócrita era Talita Santos.
Os dois imediatamente pediram desculpas a Zoé Santos.
Prof. Nivaldo continuou:
— Zoé Santos, não precisa ligar para a polícia agora. Isso é muito sério, o Reitor Roberto já está vindo para cá.
Patrícia Lacerda, aflita, estremeceu ao ouvir isso.
Se essa história chegasse aos ouvidos do Reitor Roberto, seria o fim da admiração e da boa impressão que ele tinha por Talita Santos.
Pior ainda, poderia acabar com o apoio que o Reitor prometera à família Santos.
Não, isso não podia acontecer...
— Zoé! — Patrícia Lacerda, desesperada, intercedeu por Talita Santos. — Ela não fez por mal... Deve ter sido um impulso, só isso...
— Eu não me importo se foi de propósito ou não.
Zoé Santos a interrompeu, impaciente. Sua expressão gélida carregava uma agressividade contida; ela segurava o celular e ia marcando algo lentamente.
Deu um sorriso, a voz baixa, cortante e gelada:
— Eu me lembro muito bem das acusações que vocês fizeram contra mim há pouco. Que tal resolvermos tudo na delegacia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...