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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 152

A identidade do diretor Roberto Pereira por si só já impunha respeito; naquele momento, porém, sua expressão inalterada tornava sua presença ainda mais austera e intimidadora.

Marta Paz virou-se e deparou-se com o olhar gelado dele, como uma geada. Os cílios dela tremeram levemente, e uma inquietação inexplicável tomou conta de seu peito.

Ela começou a falar, tropeçando nas palavras.

— A família Santos procurou a direção da escola querendo que Zoé Santos fosse aceita no Colégio Cidade H, mas, por causa das notas muito baixas da Zoé, o pedido foi recusado. Depois, quando Talita voltou do curso de verão de matemática na Universidade Cidade Capital, de repente o colégio aceitou a entrada da Zoé Santos. Inclusive, foi o senhor pessoalmente quem a colocou na turma nove. Não foi por causa da Talita que o senhor fez isso...?

Marta Paz não chegou nem a terminar a frase.

Roberto Pereira já desviara o olhar.

A voz de Marta Paz cessou abruptamente.

Roberto Pereira passou os olhos frios por todos à sua volta.

— É assim que os boatos circulam na escola também?

O professor Nivaldo, um tanto surpreso, assentiu com a cabeça.

Para conseguir dar aulas no Colégio Cidade H, o nível de formação era altíssimo — inteligência não faltava.

O professor Nivaldo logo percebeu que provavelmente a história não era bem assim.

De fato, no segundo seguinte, Roberto Pereira falou com toda a severidade:

— Se é assim, deixo claro: Zoé Santos entrou no Colégio Cidade H porque eu pessoalmente a convidei. Não tem absolutamente nada a ver com Talita Santos. Nunca fiz nada por consideração a ela.

Talita Santos pareceu levar um choque; seus olhos arregalaram-se, incrédulos, fixos em Roberto Pereira.

Impossível. O Reitor Roberto sempre demonstrou outro tipo de atitude para com ela...

De repente, um pensamento atravessou a mente de Talita Santos — e se todo o apreço do Reitor Roberto pela família Santos fosse, na verdade... por causa da Zoé Santos?

Por quê?

O que a Zoé Santos tinha de melhor do que ela?

Henrique Farias, com uma das mãos no bolso, sorriu.

Seu rosto, sempre tão altivo, agora exibia um leve desdém.

Ele virou um pouco a cabeça, lançando um olhar frio para Talita Santos.

— Colega, você não está exagerando um pouco? O quanto você acha que sua influência vale? Falta autocrítica, não acha?

Comparada à acidez implacável de Henrique Farias, as palavras de Roberto Pereira até pareciam gentis.

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