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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 217

Ao ver a nota exorbitante — quase assustadora — de Zoé Santos na primeira linha, a mente da Sra. Rocha ficou em branco, como se um zumbido ocupasse todo o seu pensamento.

— Uma nota dessas realmente existe?!

A Sra. Rocha entrou em colapso.

De repente, ela pareceu... entender como o próprio filho decolou de repente...

E também adivinhou como o rapaz, antes aparentemente sem jeito, conseguiu se destacar do nada...

Já a Sra. Peixoto sabia que o filho havia ido bem na prova; ela estava ciente do grande progresso de Miguel Peixoto e pensava que era fruto do esforço recente dele.

Porém, ao ver que o filho saltara para o quarto lugar — ficando quase tão bem colocado quanto Samuel Castro —, percebeu rapidamente:

— Não é só uma questão de esforço.

O coração da Sra. Peixoto batia descompassado de tanta emoção.

A família Peixoto tinha uma sorte imensa por encontrar alguém tão especial...

Com solenidade, a Sra. Peixoto orientou o filho:

— Daqui pra frente, vou dobrar sua mesada. E lembre-se de agradecer muito à Zoé Santos. Tudo o que ela quiser comer ou beber, você paga. Se precisar de algo que nossa família possa fazer, é só ela pedir.

Miguel Peixoto levantou as sobrancelhas:

— Embora talvez a Zoé nem precise disso, são regras básicas de convivência.

O Sr. Rocha nem ousava imaginar: se o patriarca e a matriarca da família descobrissem disso, provavelmente passariam a venerar Zoé Santos como uma santa.

...

Zoé Santos voltou para o dormitório e abriu uma encomenda.

Por fora, era só uma caixa de papelão comum.

Por dentro, um requintado estojo preto com detalhes dourados, sofisticado e luxuoso.

Só de olhar já dava para notar o valor.

Zoé Santos retirou o estojo, abriu o fecho retrô no centro com um toque delicado, e a tampa se abriu para os lados, revelando cinco caixas de bombons de chocolate ao licor.

Nesse momento, o celular vibrou.

Mensagem de Henrique Farias:

[Vi que você recebeu. E aí, gostou do sabor?]

Zoé Santos deixou o celular sobre a mesa, respondeu enquanto pressionava a tela:

[Acabei de pegar, ainda não provei.]

Assim que enviou a mensagem, abriu uma das caixas.

Doze bombons.

Em formato de flor de rosa, cobertos por uma folha de ouro comestível.

Zoé Santos nunca teve o hábito de comer devagar; colocou um bombom inteiro na boca.

Logo percebeu que a camada externa era de chocolate trufado, hesitou por um instante.

Ao morder, o licor caro e familiar escorreu por dentro.

“...”

Zoé Santos olhou para a caixa de bombons, seus olhos demonstrando uma mistura de sentimentos.

Se não estava enganada... aquela trufa custava quase quatro mil reais por grama...

Um bombom daqueles devia pesar trinta ou quarenta gramas, sem contar o custo do preparo artesanal...

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