A jovem senhora da família Pontes, Maria Alice Pontes.
Uma mulher que reunia conhecimento, autoridade, prestígio, conexões e estava prestes a conquistar até mesmo o poder militar.
Dois dias atrás, ela havia retornado de um treinamento especial na Cidade C e já ingressara na instituição mais central sob o comando do Comandante Norberto: a “Agência Central de Inteligência”.
Ao final do treinamento, Maria Alice Pontes foi avaliada como “talento versátil”, e atualmente ocupava o posto de “membro intermediário” no “Departamento de Inteligência”, o mais importante dos quatro grandes setores.
Todos que ingressavam na agência começavam como “membro júnior”.
Depois, eram avaliados e promovidos de acordo com seus méritos e habilidades.
Maria Alice Pontes, porém, foi nomeada diretamente como membro intermediário.
Isso demonstrava o quanto a Agência Central de Inteligência da Cidade Capital reconhecia e valorizava seu potencial.
Maria Alice Pontes sempre fora uma das figuras mais cobiçadas do círculo de poder da Cidade Capital, admirada pelos jovens herdeiros e herdeiras da elite local.
Agora, ao retornar, seu status era ainda mais extraordinário.
As grandes famílias apoiavam firmemente que os mais jovens mantivessem boas relações com alguém tão influente e respeitada quanto Maria Alice Pontes.
Por isso, o jantar de boas-vindas foi realizado em grande estilo.
O local escolhido foi o Clube da Cidade Capital.
Inicialmente, Daniel Farias não pretendia mencionar o assunto.
Naquele momento, não havia certeza de quando o “teste marítimo” no terceiro porto militar terminaria.
Agora, de volta à Cidade Capital, era preciso consultar sobre o evento.
Além do mais, seu avô e a Srta. Pontes haviam colaborado em um grande projeto tempos atrás, e mantinham uma relação de respeito mútuo.
Portanto, tanto por conveniência quanto por obrigação, aquele jantar era um compromisso inevitável.
E, de fato, a Srta. Pontes era alguém que valia a pena conquistar.
Henrique Farias ergueu o olhar, tamborilando o braço da poltrona com os dedos longos.
— Você está sugerindo que, depois de eu ter declarado abertamente meu interesse por Zoé Santos, eu deva comparecer ao jantar de boas-vindas de outra mulher?
— …
Após mais de dez anos ao lado de Henrique Farias, Daniel Farias jamais ouvira uma indagação tão peculiar.
Sentiu-se sem forças, abriu a boca, mas hesitou:
— Eu não quis dizer isso, senhor…
Henrique Farias não estava disposto a ouvir mais:
— Da próxima vez, não precisa mais me perguntar sobre esse tipo de coisa.
Todas as palavras que Daniel Farias pretendia dizer ficaram presas na garganta. Ele respondeu respeitosamente:
— …Sim, senhor.
Lançou um olhar complexo pelo retrovisor.
Seu patrão realmente sabia como manter a integridade masculina.
Mas como explicaria isso ao velho senhor?
Quem na família Farias não sabia do apreço e consideração do patriarca pela Srta. Pontes?
…
Na tarde seguinte.
Zoé Santos saiu do terminal do Aeroporto Internacional da Cidade Capital, trazendo uma mochila preta no ombro, máscara e boné cobrindo o rosto.
— Srta. Santos. — O assistente pessoal de Norberto Prudente abriu a porta com respeito, convidando-a a entrar no carro.
Zoé Santos acomodou-se no banco traseiro e lançou um olhar ao homem de meia-idade ao lado, vestido com um clássico terno escuro:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...