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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 234

Pedro Soares, enquanto conversava com Zoé Santos, mexia distraidamente no relógio preto de metal em seu pulso.

Ele sabia que Zoé não estava brincando nem um pouco.

Maria Alice Pontes e Elisa Farias trocaram olhares, ambas com expressões que se tornaram subitamente sérias.

Queria mesmo que Isadora Barbosa apostasse uma das mãos?

Ela ousava falar isso?

Não temia que a família Barbosa a fizesse sumir de Cidade Capital ainda naquela noite?

Vinda de uma família simples... não, melhor dizendo, de uma vila pobre, era evidente que ela não entendia nada sobre o poder de certas famílias.

Será que ela não tem medo de morrer?

As pupilas de Isadora Barbosa se contraíram por um instante, e ela soltou uma risada debochada:

— Zoé Santos, você acha mesmo que tem capacidade pra isso?

— Tente — respondeu Zoé, com o olhar frio e sereno, guardando o relógio no bolso.

Isadora voltou-se para Elisa Farias:

— Elisa, você pode ser a juíza?

Elisa sorriu e assentiu:

— Claro. Então será cem metros. Cada uma terá direito a cinco flechas. No fim, contamos o número de flechas que permanecerem no alvo e a posição delas para calcular a pontuação.

Cem metros...

Olívia Farias olhou para Elisa, surpresa:

— Prima, cem metros é muito longe.

Normalmente, elas praticavam a cinquenta metros.

Olívia era boa no arco e flecha, mas nem ela conseguia atirar a uma distância dessas.

Somente pessoas como Isadora Barbosa, que tiveram aulas com professores profissionais e treinaram muito, teriam força suficiente para tal.

Elisa abriu uma garrafa de água:

— Srta. Santos não reclamou, Olívia, você não precisa se preocupar por ela.

Isadora sorriu de canto e escolheu um arco entre os disponíveis no clube de Cidade Capital.

A maioria dos arcos ali era para lazer ou competição, com uma força de tração em torno de vinte a vinte e cinco quilos.

O arco escolhido por Isadora era um modelo composto, com alta eficiência mecânica e força de tração exigindo quase cinquenta quilos, capaz de causar estragos comparáveis às primeiras armas de fogo.

Ela caminhou até a linha dos cem metros, retirou uma flecha e, com movimentos ágeis, preparou-se para atirar.

Um estrondo ecoou.

Todos olharam na direção do alvo: a flecha de Isadora cravara-se bem no centro vermelho, a ponta quase enterrada no alvo.

Ficava claro o quão habilidosa Isadora era.

Ela olhou para Zoé com ar de superioridade, convencida da vitória:

— Srta. Santos, agora é sua vez.

Zoé pegou o estojo de arcos e flechas.

Leandro Drummond hesitou e avisou, preocupado:

— Zoé, esse arco do Henrique é pesado demais, não quer trocar por outro?

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