Pedro Soares, enquanto conversava com Zoé Santos, mexia distraidamente no relógio preto de metal em seu pulso.
Ele sabia que Zoé não estava brincando nem um pouco.
Maria Alice Pontes e Elisa Farias trocaram olhares, ambas com expressões que se tornaram subitamente sérias.
Queria mesmo que Isadora Barbosa apostasse uma das mãos?
Ela ousava falar isso?
Não temia que a família Barbosa a fizesse sumir de Cidade Capital ainda naquela noite?
Vinda de uma família simples... não, melhor dizendo, de uma vila pobre, era evidente que ela não entendia nada sobre o poder de certas famílias.
Será que ela não tem medo de morrer?
As pupilas de Isadora Barbosa se contraíram por um instante, e ela soltou uma risada debochada:
— Zoé Santos, você acha mesmo que tem capacidade pra isso?
— Tente — respondeu Zoé, com o olhar frio e sereno, guardando o relógio no bolso.
Isadora voltou-se para Elisa Farias:
— Elisa, você pode ser a juíza?
Elisa sorriu e assentiu:
— Claro. Então será cem metros. Cada uma terá direito a cinco flechas. No fim, contamos o número de flechas que permanecerem no alvo e a posição delas para calcular a pontuação.
Cem metros...
Olívia Farias olhou para Elisa, surpresa:
— Prima, cem metros é muito longe.
Normalmente, elas praticavam a cinquenta metros.
Olívia era boa no arco e flecha, mas nem ela conseguia atirar a uma distância dessas.
Somente pessoas como Isadora Barbosa, que tiveram aulas com professores profissionais e treinaram muito, teriam força suficiente para tal.
Elisa abriu uma garrafa de água:
— Srta. Santos não reclamou, Olívia, você não precisa se preocupar por ela.
Isadora sorriu de canto e escolheu um arco entre os disponíveis no clube de Cidade Capital.
A maioria dos arcos ali era para lazer ou competição, com uma força de tração em torno de vinte a vinte e cinco quilos.
O arco escolhido por Isadora era um modelo composto, com alta eficiência mecânica e força de tração exigindo quase cinquenta quilos, capaz de causar estragos comparáveis às primeiras armas de fogo.
Ela caminhou até a linha dos cem metros, retirou uma flecha e, com movimentos ágeis, preparou-se para atirar.
Um estrondo ecoou.
Todos olharam na direção do alvo: a flecha de Isadora cravara-se bem no centro vermelho, a ponta quase enterrada no alvo.
Ficava claro o quão habilidosa Isadora era.
Ela olhou para Zoé com ar de superioridade, convencida da vitória:
— Srta. Santos, agora é sua vez.
Zoé pegou o estojo de arcos e flechas.
Leandro Drummond hesitou e avisou, preocupado:
— Zoé, esse arco do Henrique é pesado demais, não quer trocar por outro?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...