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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 235

Isadora Barbosa puxou um sorriso sarcástico e desviou o olhar, retirando a segunda flecha.

Colocou-a na corda, puxou o arco, mirou e soltou os dedos, tudo em um movimento fluido.

A flecha afiada disparou com velocidade.

No entanto.

Dessa vez, Isadora Barbosa estava emocionalmente abalada. A flecha não acertou o centro do alvo; atingiu o ponto vermelho, mas desviou por míseros milímetros do centro exato.

Um erro tão sutil que quase poderia ser ignorado, não deveria ter grande impacto.

Mas naquele momento—

Ao lado, Zoé Santos disparou sua flecha.

O som poderoso da corda do arco pesado reverberou por toda a sala de tiro.

Assim como na primeira vez, a flecha de Zoé cravou-se exatamente no mesmo ponto, as duas pontas disputando o centro do alvo.

A testa de Isadora Barbosa se franziu imediatamente.

Maria Alice Pontes e Elisa Farias trocaram olhares; um brilho frio passou discretamente pelos olhos de ambas.

— Palmas, palmas...

Henrique Farias olhou para Zoé Santos e bateu palmas, erguendo a mão.

Pedro Soares assobiou, brincando:

— Irmãzinha, sua pontaria é selvagem.

Henrique Farias lançou um olhar de canto para Abner Pedrosa e ordenou, pausado:

— A aposta de hoje é com algo vivo. Mande alguém vigiar a porta. Ninguém entra, ninguém sai.

O tom do homem era calmo e lento.

Mas todos sentiram uma pressão intensa, quase sufocante, misturada a uma aura de violência. O ambiente ficou instantaneamente tenso.

Abner Pedrosa respondeu com respeito:

— Sim, senhor.

O semblante de vitória que Isadora Barbosa exibia havia desaparecido por completo.

Seus cílios tremularam, os olhos refletindo uma inquietação involuntária.

Ao lado, Zoé Santos já puxava a terceira flecha.

Isadora Barbosa apertou o arco nas mãos.

No momento em que Zoé Santos disparou sua terceira flecha—

A ponta da flecha de Isadora Barbosa desviou de repente; a flecha saiu da corda em disparada, indo de encontro à flecha de Zoé.

Um estalo seco ecoou.

A flecha de Zoé colidiu com o corpo da flecha de Isadora, a força esmagadora partindo a flecha interceptora ao meio, sem desviar o trajeto. A ponta cravou-se precisa, bem no centro do alvo.

Isadora Barbosa cerrou os dentes, o rosto sombrio, e largou o arco leve. Puxou do suporte um arco de batalha muito mais potente.

Um brilho frio e feroz passou em seus olhos. Ela pegou uma flecha, a ponta afiada apontada diretamente para o alvo de Zoé Santos.

A regra era simples: quem tiver mais flechas próximas ao centro do alvo vence.

Se o alvo de Zoé fosse destruído, ela não teria nenhuma flecha nele.

E Isadora venceria.

Isadora Barbosa sorriu friamente.

O arco de quase duzentas libras foi tensionado ao máximo.

O poder de um arco de batalha seria suficiente para destruir completamente o alvo do clube.

Olívia Farias percebeu o que Isadora pretendia e levantou-se bruscamente, alarmada:

— Isadora Barbosa!

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