Os outros encaravam aquela cena, chocados.
Será que Zoé Santos tinha noção de quem acabara de insultar? Sabia realmente quem era Elisa Farias? E com quem estava mexendo? Será que queria mesmo se arriscar tanto?
Elisa Farias só conseguia pensar que o julgamento de Henrique Farias estava se deteriorando cada vez mais.
Com os olhos semicerrados, ela fitava Zoé Santos, mantendo a pose altiva de alguém da alta sociedade, mas seu tom era metade escárnio, metade aviso cruel.
— Srta. Santos, aconselho que pense bem. Se ousar encostar um dedo em Isadora Barbosa, acha mesmo que a família Barbosa vai te perdoar? Seja inteligente: impulsividade só vai te trazer consequências que você não está pronta para pagar.
Os olhos de Isadora Barbosa ardiam de raiva, ameaçadores e carregados de advertência.
Henrique Farias levantou o olhar de repente, os olhos escuros e frios, sem qualquer emoção.
Ele sorriu de leve, erguendo o queixo.
Daniel Farias então avançou alguns passos, segurando o pulso de Isadora Barbosa.
No segundo seguinte, ouviu-se um estalo seco.
O salão de tiro foi tomado por um grito agudo e lancinante.
Mal Elisa Farias terminara de falar, Daniel Farias lhe deu um tapa, na frente de todos.
O olhar de Elisa varreu o ambiente, a raiva contida brilhando nos olhos sombrios.
Henrique Farias limpou as cinzas do cigarro calmamente, mas sua voz trouxe consigo uma pressão implacável.
— Que consequência seria essa que ela não poderia suportar? Diga.
O rosto de Elisa Farias se fechou, ela o fitou friamente.
O silêncio era total.
O único som era o choro desesperado de Isadora Barbosa, soluçando:
— Minha mão... não consigo mexer... está doendo muito...
Pedro Soares e Olívia Farias observavam frios.
Leandro Drummond e Priscila Drummond estavam atônitos, sem acreditar no que viam.
Afinal, a família Barbosa ainda tinha poder de influência.
Como Henrique Farias podia ser tão impiedoso?
Maria Alice Pontes não conseguia imaginar até onde Henrique Farias iria para proteger Zoé Santos.
Ela apertou a bolsa nas mãos, o olhar tenso, e soltou um suspiro lento:
— Srta. Santos, quem aposta deve saber perder. Diga como prefere encerrar isso. Espero que possa perdoar Isadora Barbosa e garantir que ela receba atendimento médico rapidamente.
Desde que entrara no salão de tiro, Maria Alice Pontes manteve-se polida e correta, sendo a única que não pronunciou uma palavra fora do tom.
— Perdoar como? — Zoé Santos sorriu de canto, levantando o queixo na direção da mão quebrada de Isadora Barbosa. — Não fui eu quem quebrou essa mão, não é mesmo?
Isadora Barbosa, apavorada, encolheu a outra mão debaixo do corpo, chorando alto.
Maria Alice Pontes manteve a expressão rígida, olhando para Isadora Barbosa, agora desfigurada sobre a mesa de centro.
— Isadora Barbosa, peça desculpas à Srta. Santos e à Srta. Meireles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...